A eleição já chegou ao fim, e o ex-presidente Lula (PT) foi oficialmente eleito para mais um mandato no Palácio do Planalto. Passado o processo eleitoral, os concurseiros querem saber qual é a expectativa do novo governo em relação ao procedimento de abertura de novos concursos públicos. Afinal, o que o petista fará nesta área?
Primeiramente é importante lembrar que Lula não foi muito claro sobre assunto durante a sua campanha à presidência. Não há promessas claras sobre o número de abertura de novos concursos durante a sua gestão. Em entrevistas sobre o tema, o então candidato do PT costumava relembrar os dados de sua gestão sobre a admissão de novos servidores.
Então vamos aos números do histórico. Nos primeiros quatro anos de governo Lula, estima-se que mais de 80 mil cidadãos tenham sido admitidos por meio de concursos públicos em órgãos federais. Durante os quatro anos de Bolsonaro até aqui, a admissão não passou dos 24 mil. De todo modo, é importante inserir nesta equação o fato de que o governo atual teve que enfrentar uma pandemia.
No plano de governo de Lula, que está oficialmente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), há apenas uma citação ao termo concursos públicos. “Asseguraremos a continuidade das políticas de cotas sociais e raciais na educação superior e nos concursos públicos federais, bem como sua ampliação para outras políticas públicas”, diz o trecho, que se refere mais à política de cotas e não ao numero de novos concursos.
Em entrevista ao Correio Braziliense, ainda na condição de candidato, Lula disse que precisava investir mais nas áreas de saúde e de educação, e frisou que seria necessário contratar mais pessoas para atender pacientes e estudantes respectivamente. Ele não chegou a detalhar como funcionaria este processo de contratação.



