O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta terça-feira (22) que defende a entrada de todos os países que compõem o BRICS de maneira permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU). Atualmente, o BRICS é formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Desta lista, apenas Rússia e China participam do Conselho de Segurança da ONU, de modo que Lula quer inserir neste grupo o Brasil, a África do Sul e a Índia. “É preciso que a gente convença a Rússia e a China que o Brasil, a África do Sul e a Índia possam entrar no Conselho de Segurança”, disse o presidente.
Apoio da China no Conselho de segurança da ONU
Segundo informações de correspondentes internacionais, a China quer inserir novos países no grupo dos BRICS. A Argentina, por exemplo, poderia ser um deles. A ideia de Lula é justamente usar esta contrapartida com o governo chinês.
Assim, o Brasil pode apoiar a entrada de novos países no BRICS, desde que a China divulgue uma declaração clara de suporte ao pleito dos brasileiros para ter um assento no Conselho de Segurança da ONU. Ao menos até a publicação deste artigo, os chineses não tinham se pronunciado sobre a proposta.
Ingressar no Conselho de Segurança da ONU não é um desejo apenas do Brasil. Índia e África do Sul também manifestam este interesse há décadas. A ideia é atuar em conjunto para pressionar Pequim por este apoio.
Ao contrário da Rússia, a China nunca expressou claramente um apoio ao desejo do Brasil de entrar no Conselho de Segurança da ONU. A avaliação do Itamaraty é de que o apoio da China poderia se somar ao da Rússia e dar mais força para a ideia brasileira de ingressar no bloco.
Contudo, informações de bastidores dão conta de que a China muito provavelmente não vai voltar atrás e que muito dificilmente vai indicar uma declaração pró-brasil na entrada do Conselho de Segurança da ONU.
Entrada de novos países no BRICS
Sobre a entrada de novos membros no BRICS, Lula disse que é preciso criar uma espécie de triagem para definir com mais clareza quais são as nações que poderiam passar a fazer parte do grupo.
“Esse é um debate que vamos fazer. Inclusive, pra gente possibilitar a entrada de novos países, a gente tem que limitar [a discussão] a uma certa coisa que todo mundo concorde. Se não houver um grau de compromisso dos países que entram no Brics, vira uma Torre de Babel”, disse o presidente.



