O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sancionou com vetos, nesta quinta-feira (31/08), o chamado Arcabouço Fiscal. Todavia, são novos critérios para as contas públicas do Governo Federal que foram aprovadas ainda na semana passada. O Congresso Nacional deverá fazer uma análise minuciosa dos vetos apresentados.
A princípio, haverá uma sessão conjunta entre senadores e deputados para fazer essa análise. Os parlamentares poderão ou não derrubar os vetos apresentados por Lula. Podemos citar como exemplo, um dispositivo que proibia o Governo Federal de retirar das metas de suas contas, a chamada “quaisquer despesas”.
Desse modo, o Governo Federal poderá sugerir, através da Lei de Diretrizes Orçamentárias, que é proposta todos os anos no mês de abril, a retirada de alguns gastos das metas fiscais e, ao mesmo tempo, cumpri-las. A lei é uma antecipação do Orçamento Federal. Com o veto, será possível aumentar os gastos públicos.
Isso se deve ao fato de que mesmo gastando mais, o governo irá cumprir com as metas relacionadas a suas contas públicas. Lula diz que o veto se deve ao fato de que “contraria o interesse público, uma vez que a Lei de Diretrizes Orçamentárias é o diploma competente para estabelecer e gerir as metas de resultado fiscal”.
Lula e os gastos públicos
Para o Governo Federal, a retirada desses gastos da conta de seu objetivo de resultado primário, irá significar uma ação importante. Dessa maneira, é preciso que haja a devida autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias. No início do mês de agosto, o Palácio do Planalto disse que iria retirar da meta seus gastos com o PAC.
Ademais, o presidente Lula terá mais espaço e dinheiro para financiar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), já que ele ficará de fora da meta de equilíbrio das contas públicas. O Congresso Nacional recebeu no período, um projeto que permitia R$5 bilhões em investimentos em seu programa, com orçamento próprio.
Deve-se observar, que, dessa forma, o PAC e suas ações não seriam lançadas como se fossem despesas no momento em que fossem feitos os cálculos relativos ao comprimento da meta fiscal para o ano de 2024. Em síntese, o Arcabouço Fiscal se relaciona com as metas das contas da equipe econômica do presidente Lula.



