A partir do próximo mês de março, cidadãos que moram sozinhos terão um pouco mais de dificuldade para conseguir uma vaga no programa Bolsa Família. O Governo Federal sinalizou que vai analisar os dados destas pessoas com mais rigor para evitar uma explosão de cadastros como estes.
Nos últimos seis meses de 2022, o número de famílias unipessoais cresceu vertiginosamente no ano passado. A suspeita do Governo é de que tais cidadãos tenham feito este processo de maneira artificial, apenas com o objetivo de receber mais de um auxílio dentro de uma mesma família, prática considerada fraudulenta.
Contudo, este não é o único motivo do maior rigor. Membros do Governo Federal afirmam também que famílias mais numerosas deverão ser prioridade no processo de seleção. A avaliação geral é de que, com mais bocas para alimentar, estes núcleos familiares estariam precisando mais da ajuda do poder executivo.
Nada disto significa que o Governo vai impedir a entrada de pessoas que residem sozinhas. Desde que o cidadão cumpra todas as regras de entrada, ele poderá seguir recebendo o benefício social. A ideia é apenas aumentar o rigor para evitar que novas fraudes neste sentido sigam acontecendo.
O Ministério do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome afirma que, de fato, existem pessoas que residem sozinhas e precisam do dinheiro. É o caso, por exemplo, de um aposentado que morava com a sua esposa e depois da morte da companheira, passou a morar sozinho. Este é um exemplo comum no país. A pasta afirma que é preciso ter cuidado para não penalizar estas pessoas.



