Enquanto boa parte do Governo Federal e do mundo bancário discute um novo teto para a taxa de juros do consignado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) parece ter uma outra preocupação. Em entrevista no final da última semana, ele disse que há um ponto específico que precisa ser tratado: o rotativo.
“Nós estamos analisando, alguns bancos já estão com taxa inferior a 2%, mas a gente identificou outros problemas que precisam, que até inspiram mais cuidados até, por exemplo, o cartão rotativo do consignado”, disse o Ministro quando preguntado sobre a sua posição em relação ao teto da taxa de juros.
“É uma coisa que preocupa muito, porque muitas famílias não estão conseguindo sair do rotativo do consignado, então nós estamos levantando outros problemas pra dar um encaminhamento”, disse o Ministro. Haddad preferiu não dar uma data para que o Governo Federal tenha uma definição sobre o tema.
O que é o rotativo
Mas afinal de contas, o que é o rotativo do consignado? Imagine, por exemplo, que a sua fatura chegou no final do mês, e você não tem dinheiro para quitar todo o valor. Neste caso, a instituição financeira pode oferecer a opção de parcelamento daquele patamar.
Assim, o indivíduo pode pagar naquele determinado mês apenas uma parte daquela fatura. A partir dos meses seguintes, o cidadão precisa bancar o valor restante e ainda quitar os juros correspondentes. Algumas pessoas seguem sem conseguir pagar e acabam formando uma espécie de bola de neve de dívidas.
O Governo Federal vem afirmando que vai lançar o programa Desenrola para ajudar estas pessoas a saírem da situação. Contudo, o Ministério da Fazenda avalia que precisará focalizar um projeto específico para a população que acabou se perdendo no sistema do rotativo oferecido pelas instituições financeiras.


