Diante da competição acirrada no mercado de e-commerce com empresas asiáticas como a Shopee e a Shein, o Mercado Livre considera impulsionar as vendas “cross-border” no Brasil. Embora atualmente esse volume seja insignificante na operação local do e-commerce, no México representa 15% do total de vendas da empresa.
A companhia defende a igualdade tributária entre os negócios internacionais e nacionais. Segundo Fernando Yunes, presidente do Mercado Livre no Brasil, a isenção do imposto de importação de 60% para zero (em compras até US$ 50) beneficia as empresas internacionais.
“A gente acredita que o imposto de importação deve mudar e buscar uma isonomia, embora não volte para 60%. Se não, os estrangeiros terão vantagem diante dos locais.” – Fernando Yunes.
Enquanto busca equilibrar a competição com concorrentes internacionais, o Mercado Livre continua expandindo sua infraestrutura logística no Brasil. A empresa anunciou a abertura de dois novos centros de distribuição (CDs), totalizando dez em operação. Os novos CDs permitirão entregas no mesmo dia para consumidores do Grande Rio e do Grande Recife, segundo Yunes. Além disso, a empresa adicionou uma aeronave à sua frota, totalizando nove aviões.
Programa de fidelidade do Mercado Livre
O Mercado Livre também revelou um novo programa de fidelidade, chamado Meli+. O programa inclui assinaturas dos serviços de streaming Disney+, Star+ e Deezer, compras com frete grátis para valores a partir de R$ 29 e possibilidade de entregas agendadas.


