O governo federal estuda neste momento uma grande mudança de regra no sistema do Minha Casa Minha Vida. Esse é o maior programa de financiamento habitacional do país, que atende milhões de pessoas de todas as regiões do Brasil
As mudanças em questão têm o objetivo de tentar frear o avanço dos financiamentos de imóveis usados. Há uma avaliação de que existe uma contratação recorde de financiamento nesse sistema. E é justamente isso que estaria pressionando o fundo que banca o benefício, o FGTS.
Para além disso, o governo entende que o financiamento de imóveis novos gera mais empregos. Por isso, a mudança tem o objetivo de fazer com que o financiamento cresça entre os imóveis novos e seja reduzido entre os imóveis usados.
Números que geram preocupação
De acordo com as informações do Ministério das Cidades, o Minha Casa Minha Vida deve fechar o ano de 2024 com quase 600 mil financiamentos. Trata-se de um recorde. Esse saldo inclui tanto as contratações de imóveis novos, como também as contratações de imóveis usados.
O fato é que este desempenho vem pressionando o orçamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Esse é justamente o Fundo que garante as contratações do programa social.
Quem será impactado com a mudança no projeto
O governo já havia começado a endurecer as regras de entrada no Minha Casa Minha Vida, mas a avaliação é de que será preciso ajustar ainda mais. De acordo com as informações de bastidores, o governo deverá dar mais um passo para tentar controlar o aumento dos contratos de imóveis usados. Esse anúncio poderá ser feito a qualquer momento.
O plano geral é elevar o valor da entrada de financiamento do Minha Casa Minha Vida para faixa 3 do programa. Esta é justamente a faixa que atende famílias com renda de R$ 4,4 mil até R$ 8 mil, que queiram comprar um imóvel usado.
Caso essa seja a mudança escolhida, as famílias mais carentes com renda menor de R$ 4 mil não seria impactadas.
“Nós fizemos algumas reduções em algumas faixas de renda no limite daquilo que pode ser financiado dos imóveis usados [aumentou o valor da entrada a ser paga] e nós devemos estudar algumas medidas para poder equilibrar isso. Esse processo está em discussão com a Casa Civil e nos próximos dias, na próxima semana, a gente já deve estar disponibilizando essas informações para a sociedade”, disse o ministro das Cidades, Jader Filho, em entrevista à TV Globo.




