O Ministério da Fazenda está organizando uma consulta pública que tem como objetivo padronizar as regras e critérios para as atividades de empresas sustentáveis em todo o país. A princípio, a pasta espera receber até o dia 20 de outubro, diversas contribuições e sugestões para atuações neste sentido.
Todavia, na última quinta-feira (21/09), o site Participa Mais Brasil começou a receber as sugestões relacionadas à Taxonomia Sustentável Brasileira. Elas são as regras disponibilizadas para a regulamentação do setor, direcionado às organizações empresariais sustentáveis, atuantes em todo o território nacional.
Analogamente, é preciso mencionar que os critérios só deverão ser publicados no mês de novembro de 20024. O Governo Federal tem intenção de apresentar essas regras gerais, na 28ª Conferência da Organização das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 28), nos Emirados Árabes, em novembro deste ano.
Segundo o Ministério da Fazenda, a padronização das regras para empresas sustentáveis têm como objetivo, determinar uma terminologia comum relativa ao tema em questão. Desse modo, investidores, reguladores, e o governo, saberiam quais atividades sustentáveis receberiam benefícios através de políticas públicas.
Empresas sustentáveis
A subsecretária de Desenvolvimento Sustentável do Ministério da Fazenda, Cristina Reis, afirma que as regras padronizadas são importantes. Isso porque no momento atual, as empresas e instituições financeiras do país, possuem seus próprios critérios, ao definirem o que é a sustentabilidade e suas atividades relacionadas.
Ademais, Cristina Reis diz que “A ideia é construir uma taxonomia brasileira interoperável, que possa ser operada com outras práticas internacionais”. A subsecretária afirma que é importante combater o chamado greenwashing, ou seja, as falsas práticas ecológicas relativas a um grande número de empresas.
Dessa maneira, para Cristina Reis, a nova taxonomia poderá determinar as regras para uma maior transparência nos dados sobre as atividades financeiras baseadas na sustentabilidade. De fato, poderia-se utilizar os novos critérios com o objetivo de combater fraudes, na concessão de incentivos do governo.
Rafael Dubeux, assessor especial do Ministério da Fazenda para temas sustentáveis, afirma que a iniciativa é de suma importância. Ela possibilita às empresas que atualmente praticam ações sustentáveis recebam investimentos e incentivos, orientados a não agressão ao meio ambiente, e também ao clima.

Objetivos da consulta pública
A proposta do Ministério da Fazenda para a realização da consulta pública sobre a padronização das regras para empresas sustentáveis, apresenta cerca de 11 objetivos específicos. Sendo assim, será possível, pela pasta, definir as atividades sustentáveis relacionadas, como as sete ambientais e climáticas, e quatro sociais.


