Nesta quinta-feira a Câmara dos Deputados votou a medida provisória (MP) que reedita por 120 dias o programa de redução salarial com corte de jornada. Dessa maneira, com a MP, a indenização do FGTS será antecipada mensalmente, por acordo. Além disso, a indenização do fundo será paga pela metade e o vínculo não poderá durar mais de dois anos.
Sendo assim, para incentivar as empresas a contratar, o governo decidiu reduzir a alíquota do FGTS desses trabalhadores. Nesse contexto, a alíquota, que atualmente é de 8%, vai variar de 6% a 2%, a depender do porte da empresa. O porte é considerado de acordo com a receita da empresa, variando de R$ 360.000,00 a R$ 4.800.000,00.
Ademais, o relator da proposta de MP, deputado Christino Áureo (PP-RJ), manteve o teor do texto enviado pelo governo. No entanto, além disso, o deputado incluiu no parecer a criação de programas para facilitar a formalização dos trabalhadores, conhecidos como Bônus de Inclusão Produtiva (BIP) e Bolsa de Incentivo à Qualificação (BIQ) no valor de R$ 275 cada.
“O objetivo é construir rampas de acesso. Queremos trazer essa massa de 13,5 milhões de pessoas que nem trabalham e nem estudam para o mercado de trabalho”, disse o relator Christino Áureo, sobre a inclusão do BIP, BIQ e FGTS.
Sobre o Bônus de Inclusão Produtiva (BIP) e a Bolsa de Incentivo à Qualificação (BIQ)
Os dois programas foram anunciados pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes, além da redução na alíquota do FGTS. Assim, as alterações foram negociadas pela equipe econômica, como uma espécie de rampa de acesso ao mercado formal para muitos trabalhadores que ainda não fazem parte deste universo.



