O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia contra o prefeito de Niterói (RJ), Rodrigo Neves (PDT), e outras oito pessoas por corrupção, fraude em licitações do município de Niterói, além de outros crimes.
A denúncia que foi proposta no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), narra dois esquemas criminosos mantidos desde 2013: em licitações marcadas por fraude e por corrupção (na publicidade oficial e BRT Transoceânica) e pagamentos indevidos a conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RJ).
Operação Transoceânica
Desdobramento da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, a denúncia detalha delitos comprovados a partir de revelações iniciais feitas em acordos de colaboração premiada.
Entretanto, como as investigações indicaram maior amplitude dos esquemas criminosos, as investigações foram aprofundadas na Operação Transoceânica, deflagrada em conjunto com a Polícia Federal (PF) no último dia 16/12.
Corrupção ativa e passiva
Diante disso, o MPF acusou o prefeito de Niterói, dois outros agentes da prefeitura e seis sócios de empresas de comunicação por corrupção (passiva e ativa), fraudes em licitações, estelionato e associação criminosa.
Conforme previsão da legislação, o MPF também requereu que a Justiça condene o prefeito à pena de inelegibilidade.
Publicidade e BRT
O esquema criminoso narrado pelo MPF à Justiça possui duas frentes interligadas: a contratação de serviços de publicidade oficial, ligado à fornecedora Prole e a outras empresas de comunicação; e o contrato da BRT Transoceânica com as construtoras Constran (grupo UTC) e Carioca no consórcio Transoceânica, que substituiu o Via Oceânica, contratado em 2012 para prestar o serviço mediante pedágio.



