A posse e o porte de armas de fogo no Brasil sempre foram assuntos de grande relevância. O debate se intensificou com a recente aprovação de um projeto de lei no Senado Federal que busca implementar novas medidas de controle. Uma delas é o exame toxicológico, agora uma exigência para a obtenção e renovação do porte de armas.
Contexto da aprovação
O Senado Federal, em uma votação simbólica ocorrida em uma quarta-feira, aprovou o projeto de lei PL 3.113/2019, idealizado pelo senador Styvenson Valentim. A nova lei acrescenta mudanças significativas no Estatuto do Desarmamento, incluindo a exigência do exame toxicológico para a posse e o porte de armas de fogo.
As Mudanças no estatuto do desarmamento
O Estatuto do Desarmamento é a base legal que regula a posse e o porte de armas no Brasil. Com o PL 3.113/2019, o Estatuto sofreu três alterações principais:
- Exigência do exame toxicológico para a obtenção da autorização para a compra ou porte de arma de fogo de uso permitido;
- Necessidade de resultado negativo no teste toxicológico para renovar o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF);
- Atualização do exame toxicológico a cada três anos para os possuidores de arma de fogo.
Vale ressaltar que o exame toxicológico exigido tem uma “ampla janela de detecção”, o que significa que é capaz de identificar o consumo de substâncias ilícitas em um longo período.
Renovação do CRAF e exame toxicológico
Além da exigência do exame toxicológico para a obtenção inicial do CRAF, o possuidor de arma de fogo também precisará apresentar resultado negativo no teste para a renovação do certificado. Isso deverá ocorrer a cada três anos, juntamente com a comprovação de idoneidade, residência lícita e capacidade técnica e psicológica.
Dentro do intervalo de três anos, os proprietários de armas também poderão ser submetidos a testes de detecção de drogas a qualquer momento, sem aviso prévio. Isso aumenta a rigidez do controle sobre os portadores de armas de fogo no Brasil.
Oposição ao Projeto
Apesar da aprovação majoritária no Senado, o projeto enfrentou oposição de alguns senadores, como Flavio Bolsonaro e Cleitinho. O projeto agora segue para a análise da Câmara dos Deputados.


