A primeira-dama do Brasil, Janja Silva decidiu entrar de cabeça na polêmica envolvendo a taxação de importações de empresas estrangeiras como Shein e Shopee. Por meio de suas redes sociais, ela respondeu uma série de publicações que criticavam o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) pela decisão que pode encarecer os produtos.
“Amigo, total errada essa matéria (reportagem que falava sobre o aumento de preços). Tô aqui no avião com o Ministro Haddad que me explicou direitinho essa história da taxação. Se trata de combater sonegação das empresas e não taxar as pessoas que compram” , disse a primeira-dama ao defender o chefe da pasta econômica.
“A taxação é para as empresas e não para o consumidor”, complementou ela em uma segunda postagem em resposta a uma publicação de uma conta. As postagens da primeira-dama causaram polêmica e até o final da manhã desta quinta-feira (13) a publicação já contava com quase 10 mil respostas.
Uma delas veio da conta oficial do Movimento Brasil Livre (MBL). “As empresas já são taxadas. O próprio governo diz que tinha empresa se passando por pessoa física pra fraudar e não pagar imposto. A nova taxação atinge apenas pessoas físicas. Por que mentir?”, questionou o grupo.
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Entendendo as mudanças com a taxação da Shein e semelhantes
Mas afinal de contas, a nova decisão da Receita Federal vai ou não vai taxar as compras que chegam ao consumidor? Abaixo, veja o passo a passo da evolução da lei.
O que diz a lei hoje?
Atualmente, a legislação brasileira isenta de taxação o envio de encomendas internacionais que custam menos de US$ 50, ou seja, algo em torno dos R$ 250 considerando a cotação atual. Contudo, esta regra vale apenas para as pessoas físicas, e não para empresas.
Como deve ficar a lei?
O Governo sinalizou por meio da Receita Federal que a nova lei deverá excluir esta isenção para pessoas físicas. Eles afirmam que esta regra só estava servindo para que empresas estrangeiras burlassem o sistema. Sem isenção para pessoas físicas, estas companhias não terão mais a possibilidade de realizar o chamado “contrabando digital“.


