Recentemente, a Câmara dos Deputados votou na Medida Provisória (MP) que visa uma nova reforma trabalhista. O texto altera várias normas relacionadas aos direitos e benefícios dos trabalhadores brasileiros.
A votação consistiu na apreciação das propostas pautadas na MP, no entanto, todas foram rejeitadas. Agora, a pasta segue em tramitação no Senado Federal e, caso aprovada sem nenhuma modificação, será encaminhada para a sanção presencial, do contrário, retornará a Câmara.
A possível reforma trabalhista está vinculada a reedição do Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm), que este ano foi viabilizado por mais 120 dias.
No entanto, o texto foi repentinamente atualizado pelo deputado Christino Áureo, que propôs uma série de mudanças rígidas e permanentes, que sobressaíram ao atual cenário do país.
Todavia, as ações do parlamentar foram criticadas conforme sua aplicação, visto que iriam causar revolta nos trabalhadores brasileiros. Mas, se as sugestões do deputado tivessem sido acatadas, surgiria uma reforma trabalhista que:
- Cria um regime de trabalho sem direito a férias, 13º salário e FGTS;
- Cria um modelo de trabalho sem carteira assinada (Requip) e sem os direitos trabalhistas e previdenciários, disponibilizando apenas uma bolsa e vale-transporte;
- Cria um programa de incentivo ao primeiro emprego para jovens (Priore) e estimula a contratação de adultos com mais de 55 anos, oferecendo um bônus mensal com a alíquota do FGTS reduzida;
- Reduz o pagamento de horas extras para jornalistas, operadores de telemarketing e bancários;
- Aumenta o limite da jornada de trabalho de mineiros;
- Limita o acesso à Justiça gratuita de modo geral;
- Veta juízes de anular pontos de acordos extrajudiciais estabelecidos entre empregadores e empregados;
- Dificulta a fiscalização trabalhista, incluindo serviços análogos à escravidão.
Importante ressaltar, que boa parte dessas alterações fazem parte do programa Contrato de Trabalho Verde Amarelo, proposto pelo Governo Federal no ano passado. Contudo, a iniciativa não foi bem vista e logo foi revogada, mas a equipe continuou trabalhando para implementa-las.
Segundo o deputado Coronel Tadeu, relator da reforma trabalhista, a Medida Provisória conservará os postos de trabalhos. “Os empresários ainda passam por um sufoco para poderem manter o comércio, a empresa, os postos de empregos ainda ativos”, disse.
Exclusão dos direitos
A intenção do Governo Federal por meio da reforma trabalhista é implementar um novo modelo de vínculo empregatício, regido pelo Programa Nacional de Prestação de Serviço Social Voluntário.



