A Comissão de Esporte (CEsp) do Senado Federal se reúne nesta quarta-feira (11) para analisar projetos que indicam uma isenção do imposto de renda para alguns grupos de brasileiros. Milhares de pessoas estão ansiosas para a confirmação desse benefício.
Contudo, o fato é que os projetos em questão não devem atingir todos os brasileiros, mas apenas os atletas. Em debate, estarão três propostas diferentes que devem propor a isenção do Imposto de Renda sobre prêmios e valores pagos aos competidores olímpicos e paralímpicos.
As três propostas tramitam em conjunto, e ainda aguardam parecer da relatora, a senadora Leila Barros (PDT-DF). Em caso de aprovação nessa comissão, o texto seguirá para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)
Abaixo, você pode conferir os três projetos que garantem essa injeção, e a diferença entre cada um deles.
Projeto de isenção do Imposto de Renda
- PL 3.047/2024: Isenção para Medalhistas Olímpicos
O primeiro projeto em análise é o PL 3.047/2024, de autoria do senador Nelsinho Trad (PSD-MS). A proposta visa alterar a Lei do Imposto de Renda (Lei 7.713, de 1988) para isentar os prêmios recebidos por atletas brasileiros medalhistas em Jogos Olímpicos.
O parlamentar argumenta que o projeto reconhece “o esforço, a dedicação e o sucesso” dos atletas que representam o Brasil em competições internacionais.
- PL 3.062/2024: Inclusão da Premiação do COB
O PL 3.062/2024 é de autoria do senador Cleitinho (Republicanos-MG), e também propõe mudanças na Lei do Imposto de Renda, mas com um foco específico: incluir a premiação paga pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) no rol de rendimentos isentos de IR.
Durante pronunciamento recente, Cleitinho afirmou que é necessário garantir uma estrutura adequada para os atletas e destacou que “não adianta só trazê-los aqui e fazer homenagem para eles”.
- PL 3.073/2024: Isenção para Premiações no Exterior
Por fim, estará também em debate o PL 3.073/2024, proposto pelo senador Dr. Hiran (PP-PR). Neste caso, há um foco diferente.
A proposta sugere isenção de IR sobre os prêmios recebidos em eventos esportivos oficiais no exterior. O senador acredita que as premiações recebidas por resultados no exterior poderiam gerar “riquezas internas” que seriam tributadas “ao seu tempo”, sem a necessidade de uma tributação imediata.




