O Governo do estado do Rio Grande do Sul anunciou que vai propor um aumento de 9% no valor do salário mínimo estadual. A informação foi confirmada pelo governador Eduardo Leite (PSDB) há alguns dias. O projeto ainda precisa ser avaliado pelos deputados da Assembleia Legislativa local.
Caso este percentual seja aprovado de fato, o valor do salário mínimo estadual do Rio Grande do Sul subiria dos atuais R$ 1.443,94 para R$ 1.573,89. Trata-se de uma elevação superior à inflação que foi acumulada nos últimos 12 meses, que foi de 5,71% até janeiro de 2023, como calculado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Hoje, o salário mínimo do Rio Grande do Sul possui cinco faixas diferentes. Considerando que o aumento de 9% seja aprovado de fato, os novos valores seriam de:
Faixa 1: R$ 1.573,89
Agricultura, pecuária e pesca; indústria extrativa; empregados domésticos; turismo; construção civil; motoboys etc.
Faixa 2: R$ 1.610,13
Indústria do vestuário, calçado, fiação e tecelagem; estabelecimentos de serviços de saúde; serviços de limpeza; hotéis; restaurantes e bares etc.
Faixa 3: R$ 1.646,65
Indústrias de alimentos, móveis, química e farmacêutica; comércio em geral; armazéns etc.
Faixa 4: R$ 1.711,69
Indústrias metalúrgicas, gráficas, de vidros e da borracha; condomínios residenciais; auxiliares em administração escolar; vigilantes etc.
Faixa 5: R$ 1.994,56
Técnicos de nível médio.
Valor maior
Há de se considerar também que o valor que vai ser pago pelo governo do Rio Grande do Sul é notadamente maior do que o estabelecido como piso nacional, que está na casa dos R$ 1.320. O valor foi estipulado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e está em vigência desde o dia 1º de maio.
“Se a proposta for aprovada, o Rio Grande do Sul terá o segundo maior piso regional do Brasil. O governo tem conduzido esse processo com muita responsabilidade e diálogo, com o objetivo de buscar o equilíbrio entre a valorização da mão de obra regional e a prevenção de distorções no mercado de trabalho”, afirmou o governador.




