O governo federal bateu o martelo e decidiu que vai manter a distinção entre “nome de registro” e “nome social”, além doo campo “sexo” na nova Carteira Nacional de Identidade (CNI). A decisão causou polêmica entre as pessoas que representam o movimento LGBTQIA+.
Quando anunciou a mudança em maio deste ano, o governo chegou a alegar que as medidas teriam como objetivo deixar o documento mais inclusivo. Mas agora, o Ministério da Gestão decidiu voltar atrás daquela decisão.
Repercussão no congresso
- Deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP)
“Para nós é inaceitável e inegociável que nosso próprio documento negue nossa identidade e nosso nome, direitos garantidos por decisão de 2018 do Supremo Tribunal Federal”, afirmou a deputada ao jornal Folha de São Paulo.
“Acreditamos, e esperamos, que a publicação deste decreto seja um erro, em vista do tema já ter sido pacificado e do compromisso assumido em maio, e aguardamos sua devida correção”, completou.
- Senadora Damares Alves (Republicanos-SP)
“Para além de questões ideológicas, temos uma questão de segurança pública. E acredite: este também foi o item de peso no governo anterior. Manter o modelo sugerido em 2022 garante mais segurança até mesmo para a comunidade LGBTQIA+”, ela afirmou em entrevista.
“Acredito que manter o modelo anterior está mais ligado ao sistema de segurança e identificação do que a questões ideológicas, pois, se fosse possível atender o pedido da comunidade LGBTQIA+, de forma que não colocasse o sistema de identificação em risco, com certeza eles mudariam para lacrar, pois este é o governo da lacração”, afirmou.

O que diz o Ministério sobre mudanças no RG
Como dito, o fato é que o Ministério da Gestão mudou o seu entendimento sobre a inclusão da diferenciação entre os campos. Sobre este assunto, a pasta se resumiu a dizer que “o governo federal não reincluiu nenhum campo. Foram apenas mantidos os campos existentes”.


