O Governo Federal, no dia 1º de maio, reajustou o piso salarial praticado no país para R$1.320. Todavia, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) alterou o salário mínimo para R$1.550. Esse novo valor se deu a partir da Lei Complementar Federal nº 103/2000, que permite aos estados instituírem seus pisos.
Sendo assim, a Alesp reajustou o salário mínimo a um valor mais alto do que o Governo Federal estabeleceu. A alteração em São Paulo tem como foco as categorias profissionais que não possuem um piso salarial indicado por lei ou convenção coletiva. Os cuidadores de idosos, por exemplo, serão contemplados.
A princípio, o salário mínimo em São Paulo apresentava-se em duas faixas de valores, R$1.284 e R$1.306. Com o reajuste, o piso salarial passou para R$1.550, ou seja, houve um aumento de 29,7% para as pessoas que estavam na primeira faixa, e uma alta de 18,7% para os trabalhadores que estavam na segunda faixa.
De acordo com Tarcísio Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, o poder executivo deve continuar com os reajustes do piso.
“A gente sabe que muitos passos têm que ser dados, mas é um primeiro passo importante para outros passos vigorosos no sentido de recuperação do poder de compra do trabalhador”, disse o governador.
Salário mínimo maior do que o piso nacional
O Plenário da Alesp aprovou a inclusão da categoria dos cuidadores de idosos na lista das profissões e atividades profissionais que deverão receber o novo salário mínimo no estado. De fato, o PL 704/2023 obteve 14 sugestões de emendas dos deputados estaduais, sendo que duas delas tratavam do assunto em questão.
Ademais, vale mencionar que o salário mínimo acima do piso nacional no estado foi criado ainda no ano de 2007. Através dele, os trabalhadores paulistas podem receber valores acima dos praticados em nível nacional. O piso salarial nacional teve um reajuste recentemente através da Medida Provisória 1172/2023.
No caso do estado de São Paulo, a Alesp aprovou o reajuste do salário mínimo em regime de urgência, beneficiando inúmeros trabalhadores. A votação se deu em uma sessão extraordinária realizada em uma quarta-feira, na noite do dia 10 de maio. Muitos parlamentares afirmaram que foi uma grande vitória da Casa.



