NFT é a sigla para non-fungible token, ou token não-fungível, em português. O termo tem sido utilizado para definir um certificado digital que possibilita a compra e a validação de propriedade de arquivos digitais. Um exemplo é o primeiro tuíte do Twitter, feito pelo fundador da plataforma Jack Dorsey, e foi vendido como um NFT por US$ 2,9 milhões.
Para ficar mais claro, um item fungível é algo que pode ser trocado pela mesma espécie, qualidade e quantidade, como um papel moeda, o dinheiro. Já o NFT é um item não fungível, que garante exclusividade, tendo propriedade única e não pode ser substituído. Uma obra de arte, como o Abaporu, da Tarsila do Amaral, é um artigo não fungível, já que o original do quadro não pode ser trocado por outro igual.
Se você quiser trocar uma NFT por outra, mesmo que as duas tenham sido pagas pelo mesmo valor, o que será recebido é diferente do entregue (e pode valorizar menos ou mais ao decorrer do tempo).
LEIA MAIS: 4 detalhes a se saber ao investir em criptomoeda; veja mais
Um NFT é formado por um conjunto único e inviolável de informações criptografadas que representa um determinado item, funcionando como um certificado de autenticidade e de propriedade dele. A transação de um NFT ocorre por meio da tecnologia de blockchain, um sistema que permite a criação de rastrear o envio e recebimento de alguns tipos de informações pela internet.
Transações de NFTs: de gifs até obras de arte (digitais, é claro)
A ideia do NFT é usar a mesma lógica do mercado de arte em artigos digitais. O tuíte de Jack Dorsey, por exemplo, não saiu do ar e qualquer um pode acessá-lo, mas o direito e a posse sobre seu conteúdo agora são do CEO da Bridge Oracle, Sina Estavi. Ele acredita que este artigo vai valorizar no futuro e, em seu Twitter, ele escreveu que, com o passar dos anos, o valor do tuíte seria comparável com o quadro da Mona Lisa. Por enquanto, ele só recebeu uma versão autografada digitalmente.



