Faltou energia aí? Na última terça-feira (15), milhares de brasileiros de 26 das 27 unidades da federação ficaram sem energia elétrica por algum período de tempo. O apagão começou a atingir o país às 8h30 e se manteve em várias regiões por mais de seis horas. O motivo da queda de luz? Ninguém sabe ao certo ainda.
Ao menos é o que diz o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Por meio de uma coletiva realizada nesta quarta-feira (16), representantes do órgão disseram que o primeiro evento do apagão ocorreu em uma linha da Eletrobras no Ceará, mas eles argumentam que esta queda inicial não seria motivo suficiente para gerar uma falta de energia em praticamente todo o país.
Até aqui, o que se sabe é que a saída da linha Quixadá-Fortaleza II teria se dado por “atuação incorreta da proteção”. Esta linha é operada pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), que é subsidiária da Eletrobras, dentro do Sistema Interligado Nacional (SIN).
“O desligamento isolado não causaria o impacto visto no SIN [Sistema Interligado Nacional] e este é um ponto que ainda está sendo apurado”, disse o ONS por meio de nota.
A ONS não é a única a pensar desta forma. Mais cedo, a Aneel já tinha lançado uma nota falando sobre este sistema.
“As redes de transmissão do SIN [Sistema Interligado Nacional] são planejadas pelo critério de confiabilidade “n-1″, de modo que, em caso de desligamento de qualquer componente, o sistema deve ser capaz de permanecer operando sem interrupção do fornecimento de energia”, afirmou a companhia.
Quando uma resposta vai ser dada?
Sem uma conclusão sobre o que teria motivado o apagão em todo o Brasil, a ONS afirma que vai abrir uma nova fase da investigação. Mas a tendência é que esta nova rodada de análises demore um pouco mais para ser concluída. A previsão é de que uma resposta para o problema seja dada em algo e torno de 30 dias.
A próxima reunião para tratar sobre o tema, por exemplo, está marcada para o dia 25, quando a ONS vai se reunir com representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e também do Ministério de Minas e Energia, que tem o comando do ministro Alexandre da Silveira.



