Durou pouco a comemoração em torno da criação de um piso salarial nacional para os enfermeiros, técnicos de enfermagem e parteiras. Neste domingo (4), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, decidiu suspender a lei. O documento já havia sido aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).
A decisão acabou gerando uma grande polêmica entre os profissionais da área, e resultou em manifestações dos presidentes do poder legislativo. Por meio de suas redes sociais, o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que deve se reunir com membros do STF para tentar encontrar uma solução.
“O piso salarial nacional dos profissionais da enfermagem, criado no Congresso Nacional, é uma medida justa destinada a um grupo de profissionais que se notabilizaram na pandemia e que têm suas remunerações absurdamente subestimadas no Brasil”, disse o presidente do Senado algumas horas depois da divulgação da decisão de Barroso.
“Não tenho dúvidas de que o real desejo dos Três Poderes da República é fazer valer a lei federal e, ao mesmo tempo, preservar o equilíbrio financeiro do sistema de saúde e entes federados. Com diálogo, respeito e inteligência, daremos rápida solução”, completou ele, usando um tom mais brando com os ministros do STF.
Arthur Lira
Quem também comentou a decisão do Supremo foi o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Ele também disse que respeita a decisão do STF, mas frisou que não concorda com a postura da Suprema Corte ao decidir, mesmo em caráter liminar, pela suspensão de uma lei que já foi aprovada pelo Congresso Nacional.
“Respeito as decisões judiciais, mas não concordo com o mérito em relação ao piso salarial dos enfermeiros. São profissionais que têm direito ao piso e podem contar comigo para continuarmos na luta pela manutenção do que foi decidido em plenário”, disse o presidente da Câmara, que busca a reeleição no estado de Alagoas.



