De acordo com a assessoria do senador Tasso Jereissati, do PSDB do Ceará, na segunda feira, dia 21 foi realizado o protocolo de uma PEC que tem condições de se transformar substituta da PEC de Transição. Este é o assunto, que hoje, pretendemos apresentar com este artigo.
Também chamada de PEC da Sustentabilidade Social, ela apresenta outra opção para resolver o problema existente na Lei do Orçamento para 2023. E assim, auxiliar o novo presidente a cumprir suas propostas de campanha.
O que deve constar na PEC de Transição proposta pela equipe do governo petista?
A PEC de Transição, já está sendo batizada por PEC do fura teto, ou de PEC do Estouro tendo em vista a sua finalidade.
Ela prevê que aconteça a autorização, caso seja extrapolado o teto de gastos no valor de R$ 198 bilhões para atender:
- A transformação do valor base do Auxílio Brasil em permanente, no valor de R$ 500,00;
- Ampliação do Benefício Primeira Infância, que atualmente atende crianças de 0 a 3 anos, no valor de R$ 130,00 por criança, para ampliar o benefício para crianças com idades entre 0 e 6 anos, no valor de R$ 150,00 por criança do grupo familiar;
- Aumentar o salário mínimo, concedendo 1,4% de ganho real, sobre o percentual da reposição da inflação;
- Por fim, realizar investimentos.
Fala-se que deve constar, pois a PEC ainda está em forma de anteprojeto, não tendo redação final e muito menos foi protocolada no Senado Federal. Ou seja, não está disponível para avaliação e posterior aprovação ou não.
O que prevê a PEC da Sustentabilidade Social?
Esta PEC já está protocolada no Senado Federal e é de autoria do senador Tasso Jereissati. Entre suas principais propostas tem-se:
- Expandir de maneira definitiva o teto de gastos no valor de R$ 80 bilhões, para ser utilizado na concessão de benefícios assistenciais, saúde, educação, ciência, tecnologia e cultura;
- Permanecer como base fiscal, o teto de gastos, proposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o que garantirá um limite de despesas realizadas pelas 3 esferas de governo: federal, estadual e municipal. E desta forma, evitar o endividamento público;
- Propõe a flexibilização da regra do teto de gastos, que seja corrigido anualmente de acordo com o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), ou seja, a inflação. Para tanto, usará como base de correção, o acumulado do ano anterior ao da lei orçamentária;
- Especificamente, para o ano de 2023, o limite de gastos deverá sofrer correção pela inflação do ano anterior, acrescido do valor de R$ 80 bilhões. Assim, este seria a base de cálculo para os anos subsequentes.
Segundo o senador, com o valor de R$ 80 bilhões, é possível garantir o pagamento do acréscimo do benefício do Auxílio Brasil sem prejudicar os outros projetos que são de responsabilidade do governo federal.



