A PEC dos Benefícios não é eleitoreira. Ao menos é o que pensa o relator do próprio texto na Câmara dos Deputados, Christino Áureo (PP-RS). Em entrevista para a emissora CNN Brasil no início desta semana, o parlamentar disse que não concorda com a crítica de que o Governo Federal estaria burlando a Constituição.
“Evidentemente que cabe o questionamento de quem quer que se ache no direito de fazê-lo, mas, sinceramente, não acho que esse seja o caminho. O caminho é o debate, que está sendo feito de maneira ampla. Estabelecido a maioria, isso deve ser respeitado, porque o teto de gastos no Brasil é matéria constitucionalizada”, disse ele.
A PEC dos Benefícios já passou pela aprovação do Senado Federal há duas semanas. Na ocasião, os senadores aprovaram o texto por 72 a 1. Desde a última semana, o texto tramita na Câmara dos Deputados e, portanto, pode ir para votação justamente nesta terça-feira (12). Segundo informações de bastidores, o Governo estaria confiante na vitória.
“Ela (a PEC) já está bastante madura, foi amplamente discutida na comissão especial, foi aprovada com uma margem muito confortável (36 x 1), e tem toda a mobilização para votarmos na terça-feira, estar pronta para promulgar e poder implantar o conjunto das iniciativas que constam na PEC em um prazo bastante razoável”, completou o deputado.
Conforme informações de bastidores, membros da oposição traçaram a estratégia de tentar adiar o texto mais uma vez nesta semana. Para tanto, seria necessário que a Câmara dos Deputados não tivesse quórum suficiente para aprovar o texto. De todo modo, caso a matéria vá para a votação, a própria oposição acredita que o Governo teria os votos suficientes.



