O presidente da Comissão de Precatórios da OAB Nacional, Eduardo Gouvêa, defendeu que o texto da PEC dos Precatórios é inconstitucional. De acordo com ele, a proposta abre possibilidade de uma aumento significativo da dívida pública. As informações são do Brasil Econômico.
“Parcelamento de precatórios, que são um direito líquido e despesa obrigatória do poder público, já foi julgado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em três ocasiões. Não vejo por que ser diferente agora”, declarou Gouvêa.
Veja também:‘Perdi R$ 3,6 milhões em golpe com bitcoin’, diz empresário
O projeto deve estabelecer um limite máximo para o pagamento dos precatórios á vista e estipula um parcelamento da dívida, o que faria os atuais R$ 89 bilhões bilhões previstos para 2022, caírem para R$ 39,9 bilhões. O problema é que especialistas tem apontado a medida como uma manobra para furar o teto de gastos – lei que estabelece que o governo não pode gastar mais que acumulado da inflação.
A PEC também poderá ser judicializada, ou seja, o processo irá parar na Justiça, e pode não ser tão simples seguir com o parcelamento. O presidente da OAB também apontou que a medida pode trazer resultados negativos para o mercado interno e os investidores internacionais, o que pode não ser interessante para uma economia que precisa ser retomada.



