O Bolsa Família, em sua configuração atual, foi reintroduzido em março de 2023. Desde então, o programa social tem sido alvo de constantes inovações e alterações, todas voltadas para a melhoria da distribuição de renda, direcionando-a efetivamente para aqueles que mais necessitam.
Recentemente, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) anunciou a atualização das diretrizes do Bolsa Família, focalizando especialmente nas famílias unipessoais, que foram objeto de escândalos e fraudes nos últimos meses.
O que são famílias unipessoais
Famílias unipessoais são aquelas compostas por apenas um membro. Durante o período eleitoral em que o ex-presidente Jair Bolsonaro disputava um segundo mandato, houve um aumento significativo na quantidade dessas famílias como candidatas, e fraudes foram identificadas.
Naquela época, Bolsonaro fez diversas promessas relacionadas à concessão simplificada do Auxílio Brasil, que substitui o Bolsa Família, por um período de aproximadamente um ano e meio. Agora, as regras para a concessão desse benefício a esse grupo serão mais restritas.
Recentemente, foi publicada a Portaria nº 911, que introduz medidas mais rígidas para o acesso ao benefício do Bolsa Família por parte das famílias unipessoais. A partir de setembro, será estabelecido um limite de 16% de famílias unipessoais no programa federal. Esse limite foi definido individualmente para cada município, com base em indicadores estatísticos atualizados, como os dados da Pnad Contínua do IBGE.
O Ministério da Cidadania enfatiza que essa nova regulamentação se aplica principalmente às novas concessões, com o objetivo de corrigir desequilíbrios ocorridos entre outubro de 2021 e dezembro do ano passado, quando houve um aumento significativo no número de famílias unipessoais no Bolsa Família. O ministério declara que enquanto o município tiver uma taxa igual ou superior a 16% de unipessoais no PBF, ele fica impedido de inserir novos arranjos do tipo na folha de pagamento.
Para manter a equidade do programa, caso o percentual de 16% de famílias unipessoais seja alcançado em um município, será necessária uma revisão de cadastro com o objetivo de incluir novos beneficiários. Essa revisão será baseada nos dados mais recentes da Senarc (Secretaria Nacional de Renda e Cidadania).
A nova portaria estabelece exceções importantes para famílias em situações específicas, como membros em trabalho infantil, em situação de trabalho escravo libertado, quilombolas, indígenas, catadores de material reciclável e pessoas em situação de rua. Essas categorias estarão isentas da limitação, com o propósito de ajustar o Bolsa Família para melhor atender às diversas necessidades das famílias brasileiras em situação de vulnerabilidade.

Quem possui o direito a receber o Bolsa Família?
É importante lembrar que o Bolsa Família é destinado a famílias com renda mensal de até R$ 218 por pessoa. Isso implica que a renda total de todos os membros da família dividida pelo número de pessoas deve ser inferior.



