Tanto a OMS quanto a Organização das Nações Unidas vem alertando sobre os perigos do BPA.
As entidades citam principalmente a quantidade de BPA encontrada no sangue e na urina humanos, algo que pode ocasionar em doenças ou problemas reprodutivos.
Enquanto isso, estudos com animais aquáticos, ratazanas e camundongos criaram uma suspeita de que o BPA representa um perigo para animais vertebrados em geral.
Segundo os especialistas, o BPA é um “disruptor endócrino”. Isso significa que perturba a maneira como os hormônios regulam a saúde reprodutiva.
Conforme descrito em um artigo intitulado “The Politics of Plastics”, publicado no American Journal of Public Health, os cientistas relataram distorções relacionadas ao BPA nos órgãos e funções reprodutivos das mulheres e sugeriram que as alterações podem ser devido a o fato de que o BPA imita de perto o estrogênio, um hormônio sexual feminino.
Vale dizer também que o BPA imita o andrógeno, um hormônio sexual masculino. Não surpreendentemente, estudos mostraram que o BPA ameaça o potencial reprodutivo de cavalos- marinhos e camundongos machos.
Os experimentos que demonstram a imitação de estrogênio causaram preocupação excepcional, pois o BPA é estruturalmente muito semelhante a um infame imitador de estrogênio, o dietilestilbestrol.


