Péssima notícia para os brasileiros que compram em lojas fora do país, a exemplo de Shein e Shopee. O Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já bateu o martelo e confirma que vai colocar um fim na isenção de imposto para encomendas importadas no valor de até US$ 50, algo como R$ 250. A medida que foi anunciada pelo Ministério da Fazenda, atende a um pedido do Ministro Fernando Haddad (PT), de taxar compras das grandes varejistas internacionais.
O Ministério da Fazenda afirma que a regra atual que impede a taxação de produtos com valores abaixo deste preço, estaria sendo usada em uma espécie de “contrabando”. As varejistas internacionais estariam colocando indevidamente o nome de pessoas físicas como remetentes.
Em tese, o Governo argumenta que a isenção da taxação nunca se aplicou ao varejo online, mas apenas para envios de pessoa física para pessoa física. Contudo, o Ministério alega que as grandes empresas internacionais estariam usando este artifício para enviar as entregas como se fossem uma pessoa física enviando algo para outra pessoa física.
Com a marcação sobre este “contrabando digital”, o Ministério que comanda a economia do país indica que poderá arrecadar até R$ 8 bilhões por ano.
“Não haverá mais distinção de tratamento nas remessas por pessoas jurídica e físicas (hoje as remessas por pessoas físicas de bens com valor relevantes são absolutamente inexpressivas). Essa distinção só está servindo para fraudes generalizadas nas remessas”, disse a Receita Federal por meio de uma nota.
PÉSSIMA NOTÍCIA para quem compra na SHEIN, SHOPEE e demais empresas
Em pronunciamentos e notas oficiais, membros e órgãos do Governo Federal evitam falar de nomes de empresas que poderiam ser atingidas por este sistema. De todo modo, o alerta geral é que há uma indicação clara de que a mudança neste processo de taxação poderá afetar a atuação de companhias asiáticas como Shein, Shopee e AliExpress.
Shein, Shopee e AliExpress são acusadas de se aproveitar das brechas da legislação brasileira para conseguir se livrar do pagamento de alguns impostos. Na prática, elas conseguem vender produtos mais baratos para o Brasil, justamente porque não precisam se preocupar com este tipo de pagamento de tributo.



