Quem costuma usar veículos próprios para se deslocar, certamente já percebeu que nos últimos dias os preços dos combustíveis vêm aumentando no Brasil. Com a decisão do Governo de reonerar a gasolina e o etanol desde o dia 1º de março, as altas vêm sendo repassadas ao consumidor. É neste contexto que a Petrobras vem sendo pressionada a baratear os preços.
Atualmente, a definição dos valores dos combustíveis ocorre de acordo com uma espécie de paridade internacional. Caso o preço do petróleo no mundo esteja mais caro, os trabalhadores brasileiros passam a ter que pagar mais para comprar o combustível. Este formato de definição de valor é criticado por setores de esquerda.
Uma nova reunião do Conselho da Petrobras está marcada para o final deste mês de abril. Sob uma nova gestão, é provável que a diretoria analise a possibilidade de mudanças no sistema de definição dos preços dos combustíveis no Brasil. Contudo, o formato das mudanças ainda está em debate.
A reunião da Petrobras
O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates (PT), anunciou que está trabalhando no tema. Ele disse que vai apresentar um novo modelo de precificação dos combustíveis, que seria menos suscetível às mudanças do preço do petróleo internacional.
Uma das opções analisadas prevê a utilização de uma parte dos dividendos da Petrobras para criar uma espécie de fundo. Este fundo, ainda segundo Prates, poderia servir para estabilizar os preços em momentos de volatilidade do petróleo, como este que estamos vivendo agora.



