A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira (7) mais uma operação visando investigar supostas fraudes no sistema do Auxílio Emergencial. Trata-se do programa social do Governo Federal criado para amparar trabalhadores informais que ficaram sem renda durante a pandemia do coronavírus nos anos de 2020, 2021 e 2022.
Segundo as informações oficiais, são 47 mandados de busca e mais dois de prisão preventiva sendo cumpridos na operação Apateones. Segundo a PF, o foco desta vez é descentralizado e atinge uma organização possivelmente criminosa em 12 estados e no Distrito Federal.
A PF afirma que 200 agentes seus foram às ruas de todas estas unidades da federação. Os estados que receberam a operação foram: Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Tocantins, além do Distrito Federal.
“Após análises de RIFs (relatórios de inteligência financeira) e quebra de sigilos bancários, estima-se que a organização criminosa movimentou valores que ultrapassam os 50 milhões de reais, com mais de 10 mil contas fraudadas.”, disse a PF após a realização da operação.
O caso
A investigação sobre este assunto não é nova e foi iniciada em agosto de 2020. Tudo começou quando a Caixa Econômica Federal enviou à Polícia Federal informações com dados sobre 91 benefícios do Auxílio Emergencial, que teriam sido fraudados, e que juntos somavam mais de R$ 54 milhões.
Segundo a Caixa, todo o montante teria sido desviado para apenas duas contas bancárias. Uma delas seria de pessoa física e outra de pessoa jurídica na cidade de Indaiatuba, no estado de São Paulo. A partir desta investigação, a PF começou a descobrir também uma série de outras fraudes.



