Prepare o churrasco. Se uma projeção do banco Santander se confirmar, o preço da carne bovina no Brasil vai cair bastante nos próximos meses, e deverá seguir em queda até o final do ano. O estudo indica que é provável que o preço do item volte até mesmo ao patamar que era registrado no período pré-pandemia.
O estudo indica que a deflação na carne no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tem espaço para atingir a até 4% em dezembro deste ano. Contudo, o cenário só vai se confirmar se os frigoríficos repassarem a provável queda aos consumidores. Caso contrário, não existirão muitas alterações.
“Picanha e cervejinha”
O barateamento do preço da carne vermelha no Brasil foi um dos motes da campanha do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições do ano passado. Até mesmo por esse motivo, é possível que muitas pessoas creditem ao petista a provável queda no preço do item no Brasil nos próximos meses.
Contudo, a maioria dos especialistas afirma que a queda não tem necessariamente relação com alguma ação do Governo Federal. A redução no preço tem mais relação com o chamado Ciclo do Gado. Trata-se de um esquema que ocorre quando a oferta do gado mais gordo aumenta, fazendo com que a oferta de outras categorias, como o gado magro, bezerros e barragens também aumente.
Diante da pressão econômica, os criadores acabam vendendo mais vacas para o abate, fazendo com que os preços para o consumidor final sejam reduzidos ainda mais. No caso atual, o Santander estima que a oferta de carne no país será tão elevada que a arroba deverá chegar a um preço de R$ 240 no final deste ano. Trata-se do menor valor desde junho de 2019, ou seja, desde antes da pandemia.
O que pode dar errado?
Por outro lado, a projeção do Santander também aponta que ainda não é hora para o consumidor comemorar a queda nos preços. Como dito, é possível que os frigoríficos não repassem o barateamento para o consumidor final.



