O Ministério da Fazenda do Brasil está intensificando seus esforços em relação à reforma tributária em andamento, com um foco especial na possível implementação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Uma nova abordagem está sendo estudada, que envolve a cobrança do IVA no momento da liquidação financeira de operações. Isso poderia incluir uma variedade de transações, como Transferência Eletrônica Disponível (TED), Documento de Ordem de Crédito (DOC), PIX, boletos e transações com cartão de crédito ou débito.
A informação foi confirmada por Bernard Appy, secretário extraordinário responsável pela condução da reforma tributária, durante uma entrevista exclusiva concedida à revista Exame. Appy explicou que esse novo modelo busca eficiência e agilidade, garantindo uma cobrança mais precisa e transparente do imposto em questão.
“A cobrança do imposto será feita automaticamente para quem usar os meios digitais. Em dinheiro, o próximo sistema vai fazer escrituração e manda preenchida para a empresa, mas perto do que é hoje, é uma simplificação cavalar”, disse Bernard Appy.
Reforma Tributária gera debates
Após ser aprovada na Câmara dos Deputados, a tão aguardada reforma tributária está agora em análise no Senado, no entanto, uma questão polêmica vem gerando discussões acaloradas: as exceções em relação ao imposto único e o possível impacto na alíquota final, que o governo pretende adotar.
Em um recente estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os especialistas apontam que a maneira como a reforma foi aprovada pela Câmara poderia resultar em um imposto único de mais de 28%. Isso levanta preocupações sobre a viabilidade e a aceitação desse valor por parte da população e do setor empresarial.
Atualmente, a proposta em discussão visa simplificar o sistema tributário brasileiro, unificando diversos impostos em um único Imposto sobre Valor Agregado (IVA). No entanto, se a alíquota final ultrapassar a marca de 28%, como sugerido pelo estudo do Ipea, o Brasil poderia ter a alíquota de IVA mais alta do mundo, superando até mesmo países como a Hungria, que possui uma taxa de 27%.



