O aumento de casos de sequestros relâmpago e de fraudes relacionadas ao PIX fez o Banco Central (BC) introduzir medidas de segurança no sistema. Alterações divulgadas no fim de agosto definem, entre outras regras, o limite de transferências entre pessoas físicas, inclusive microempreendedores individuais (MEI), para R$ 1 mil no período noturno, entre as 20 e 6 horas.
Entretanto, o Banco Central anunciou que além do horário padrão, de 20h às 6h, haverá apenas mais uma outra faixa, de 22h às 6h. Desde o dia 4 de outubro, o limite para pagamentos digitais entre pessoas físicas à noite, entre 20h e 6h, é de R$ 1 mil. Mas o cliente podia, até então, alterar o início da faixa noturna, que poderia ser iniciado de 20h até meia noite.
O problema de deixar um grande intervalo de tempo, é que esse período representava um grande leque de opções, que permitia que cada cliente fizesse uma escolha totalmente diferente, complicando a operacionalização.
A alteração imposta entre o período diurno e noturno para uso do PIX ocorreu devido a necessidade de mudanças para oferecer mais segurança aos meios de pagamentos eletrônicos. As alterações foram anunciadas no fim de agosto, em meio ao crescimento de golpes e fraudes com o PIX.
Apesar das limitações, o setor do e-commerce não será afetado
Em relação as novas limitações impostas pelo BC, Gastão Mattos, cofundador e CEO da Gmattos, afirma que essa mudança não deve prejudicar o desempenho de aceitação da modalidade relacionada ao e-commerce.
“A concentração das compras online é muito forte em dias úteis, entre 8h e 19h, período em que a nova regra não tem influência. Compras de passagens aéreas são mais distribuídas pela noite ou madrugada ou nos finais de semana, mas esse tipo de aquisição, de ticket médio alto, é o menos propenso ao PIX”, explicou o CEO da empresa.



