O presidente do Banco Central do Brasil (BCB), Roberto Campos Neto, anunciou na quinta-feira (28) sua intenção de alinhar a “trilha” do Pix à dos cartões de crédito. Em busca de maior eficiência e praticidade, o executivo expressou a intenção de investir cada vez mais na programabilidade da agenda do sistema de pagamento instantâneo.
Campos Neto destacou que o Pix, que já opera com débito automático para faturas de serviços como luz, telefone e Netflix, busca expandir suas funcionalidades. Atualmente, alguns bancos possibilitam aos usuários utilizar o limite do cartão de crédito para efetuarem pagamentos por meio do Pix.
A iniciativa visa promover uma integração mais próxima entre as modalidades de pagamento, proporcionando aos usuários maior flexibilidade e opções para a realização de transações financeiras. A visão do presidente do Banco Central aponta para uma evolução contínua do Pix, consolidando-o como uma alternativa versátil e eficaz no cenário financeiro nacional.
“Mas a gente quer avançar essa trilha do pagamento automático para fazer o bloqueio do outro lado, eventualmente, que aí você consegue usar a trilha para simular uma operação de cartão de crédito”, disse Campos Neto em entrevista ao jornal O Globo.
Internacionalização do Pix
Durante uma recente entrevista, o presidente do Banco Central do Brasil (BCB), Roberto Campos Neto, abordou o processo de internacionalização do Pix. Campos Neto destacou que parte da agenda do G20, grupo composto pelas 20 maiores economias do mundo, visa estabelecer uma governança para pagamentos internacionais.
Segundo o presidente do BCB, essa internacionalização já está em curso na prática, com diversos países da América Latina adotando o Pix, além da adesão de alguns bancos europeus ao sistema.
“Outro dia me passaram mensagem que na França tinha muita gente usando Pix. Nos Estados Unidos, em Orlando, que tem bastante brasileiro, também. A gente só queria fazer um sistema de conexão que fosse mais internacional e mais barato”, afirmou Campos Neto.



