Notícias Concursos
Curiosidades

Por que você passa horas assistindo Reels no Instagram à noite? Descubra o motivo!

Por Gabriela Machado· 5 min de leitura
Homem deitado no sofá olhando para a tela do smartphone iluminado à noite
Publicidade espaço reservado

Você já perdeu as contas de quantas vezes prometeu só dar “uma olhadinha” nos Reels do Instagram antes de dormir e, quando percebe, já se passaram horas? Essa cena é familiar para milhões de pessoas e não é coincidência.

Esse comportamento, conhecido como “doomscrolling”, se intensificou durante a pandemia. Mesmo com o cansaço, muitas pessoas continuam rolando o feed em busca de informações, memes ou notícias impactantes, permanecendo presas às telas.

Mas afinal, por que é tão difícil largar o celular? Descubra como o seu próprio cérebro pode estar sabotando a sua noite de sono e quais estratégias podem te ajudar a eliminar o vício em redes sociais.

A armadilha do cérebro e o ciclo do doomscrolling

Cada deslize na tela ativa o sistema de recompensa cerebral, principalmente os circuitos ligados à dopamina, neurotransmissor conhecido por gerar prazer e motivação.

O algoritmo das plataformas intensifica esse processo: ao perceber o que prende sua atenção, ele serve mais e mais conteúdos parecidos.

Dessa forma, a sensação de controle escapa, e você entra no modo “só mais um vídeo”. O resultado? O cérebro recebe pequenas doses de alívio toda vez que consome informação nova, mas, no fundo, só aumenta a sua ansiedade e o impulso por permanecer conectado.

Por que você se sente cansado, mas não consegue parar?

O doomscrolling desperta o chamado “modo de hipervigilância”. Ao se deparar com notícias negativas – mesmo aquelas distantes da sua realidade – a amígdala cerebral entende tudo como ameaça, liberando mais cortisol, o hormônio do estresse.

VocêPode Gostar

A combinação de dopamina (“recompensa”) e cortisol (“estresse”) prende a pessoa em um ciclo viciante. Mesmo exausta, ela sente dificuldade em largar o celular, porque o cérebro confunde informação com proteção. E, ironicamente, não encontra o alívio genuíno, apenas mais necessidade de consumir.

Estudos em neurociência indicam que cada interação consome sua energia mental e compromete as habilidades de concentração.

Quer usar menos o celular? Veja 4 formas de deixá-lo menos atraente

O “cérebro podre”: como o excesso de estímulos afeta a mente

O termo brain rot (“cérebro podre”) pode ser uma forma humorada de relatar o cansaço extremo após horas online, mas a ciência leva a sério esse desgaste.

A exposição frequente a estímulos fragmentados, como vídeos de poucos segundos, desgasta o córtex pré-frontal, responsável pelo planejamento, tomada de decisão e autocontrole.

Consequências do consumo exagerado de conteúdo digital

Pessoa tocando na tela de um smartphone com luz brilhando no dedo em ambiente escuro
O vício em redes sociais muitas vezes passa despercebido; entenda como ele afeta o comportamento.
Imagem: Freepik
  • Fadiga mental: A troca rápida de contextos sugere ao cérebro que “tudo merece atenção” e esgota a reserva de energia mental;
  • Redução da capacidade de planejamento: O córtex pré-frontal perde eficiência, tornando difícil pensar no longo prazo ou tomar decisões assertivas;
  • Dificuldade de memorização: O fluxo contínuo de informações impede que novos aprendizados se transformem em memória de longo prazo.

Você perde a capacidade de concentração?

Pode parecer que a atenção se tornou um recurso escasso, mas o cenário é diferente. O que ocorreu foi um “treinamento inverso”: o cérebro passou a esperar interrupções constantes, tornando comum a dificuldade inicial para se concentrar em leituras mais longas.

A expectativa por novidades nas redes faz com que parte da atenção permaneça “ancorada” no celular, mesmo durante outras atividades cotidianas.

Estudos indicam que o foco pode ser recuperado, mas o processo exige prática. É necessário reduzir a exposição a estímulos constantes e evitar interrupções frequentes.

Segundo uma pesquisa publicada na BMC Public Health, a atenção se reencontra quando o cérebro entende que não há expectativa iminente por novos alertas ou conteúdos. Por isso, romper o ciclo do vício em redes sociais é fundamental para reconquistar o controle do seu tempo e energia.

Existe saída? Como recuperar o controle da sua atenção

Felizmente, a neurociência traz boas notícias: o cérebro é adaptável. Com pequenas mudanças de rotina, é possível “desaprender” o hábito de rolar o feed incessantemente. Veja algumas estratégias baseadas em estudos científicos:

  • Defina horários fixos para acessar notícias, especialmente evitando o uso de apps antes de dormir;
  • Pratique o mindfulness ou exercícios de respiração para restaurar a atenção e promover o relaxamento;
  • Permita-se sentir tédio: Deixar o cérebro “parado” de vez em quando ajuda a limpar a mente e recuperar a criatividade;
  • Desative notificações irrelevantes para evitar interrupções frequentes;
  • Busque atividades fora das telas, como leitura, exercícios físicos ou atividades artísticas.

Outro recurso interessante para quem deseja controlar o uso das redes são aplicativos de gestão de tempo e produtividade. Eles ajudam a monitorar quanto tempo você está gastando online e criar barreiras para evitar o acesso automático durante horários específicos, como o período noturno.

O que acontece se você desligar o celular todos os dias antes de dormir

Reflita: você está no controle do seu hábito digital?

Passar horas assistindo Reels pode ser divertido, mas é importante observar quando isso deixa de ser relaxamento e se torna dependência. O convite fica: experimente desconectar um pouco antes de dormir, coloque o celular longe da cama e observe se o sono melhora.

Buscar um uso mais consciente do conteúdo digital, priorizando equilíbrio e autocuidado, pode transformar não só sua noite de sono, mas também sua disposição e saúde ao longo do dia. E você, está pronto para testar essas dicas e retomar o controle da sua atenção?

Para acompanhar mais informações, acesse o portal Notícias Concursos.

Publicidade espaço reservado
Gabriela Machado

Escrito por

Gabriela Machado

Graduada em Pedagogia pela UESC(Universidade Estadual de Santa Cruz). Redatora do grupo Sena Online. Especialista em Concursos Públicos.

Ver todos os artigos de Gabriela Machado →

Comentários

Deixe seu comentário

Veja também