De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), após 82 dias sem reajuste, a defasagem da gasolina subiu para 13%. A associação ainda ressaltou que se a Petrobras pretende alinhar os preços, será necessário aumentar a gasolina em R$ 0,56 e o diesel em R$ 0,33.
O preço do litro da gasolina apresenta uma diferença de 13% em relação aos preços internacionais. Já o preço do diesel tem registrado uma defasagem média de 6% após seu último reajuste no dia 10 de maio de 2022. Para especialistas, a alta nos combustíveis é reflexo de uma nova escalada do preço do petróleo no mercado internacional.
Na última terça-feira (31), o preço do barril do Brent chegou perto dos US$ 120. No entanto, nesta quarta-feira (1) o valor do barril tem sido comercializado a US$ 117. Especialistas pontuam que o câmbio ajudou a manter os preços mais perto do alinhamento nas últimas semanas, mas voltou a pesar de forma negativa sobre o preço das importações com alta moderada no início deste mês.
Risco de desabastecimento de diesel e gasolina
Especialistas informam que o reajuste no preço dos combustíveis é esperado a qualquer momento. Isso deve ocorrer já que com a defasagem, as importações não são feitas por pequenos e médios produtores, aumentando o risco de desabastecimento de combustíveis no país.
No entanto, fontes do setor acreditam que por hora, não há indícios de falta de diesel como tem ocorrido na Argentina. Um estudo da Federação Argentina de Entidades Empresariais de Transportes de Carga (FADEEAC) indica que ao menos oito províncias do país possuem pouco ou nenhum diesel em seus postos de combustível.



