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Preço dos remédios deve aumentar

Por Lucy Tamborino· 2 min de leitura

Atualizado em

Dinheiro esquecido em bancos

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O preço dos remédios pode pesar ainda mais no bolso do brasileiro, isso porque o reajuste foi definido pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos). Os novos valores devem valer a partir de abril.

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Especialistas do mercado apontam que os valores devem aumentar cerca de 10% ou até mais do que isso. As informações são da Uol.

“Se o fator Y vier na casa dos 2%, prevemos um forte reajuste para medicamentos da ordem de 12%, quase 13%. Esse reajuste deve entrar em vigor a partir de abril, mas ele não é um pulso, ele é um valor máximo permitido. O que significa que existe uma discricionariedade para as fabricantes repassarem os reajustes ou não ao consumidor”, afirmou Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, para Uol.

O especialista ainda comentou que o reajuste não deve acontecer de uma vez, mas deve ser diluído aos poucos.

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Idosos e pacientes com doenças crônicas

Especialistas no setor afirmam que dois grupos devem ser os mais afetados com a medida. “Os idosos e pessoas com doenças crônicas são mais afetados pelos reajustes, porque usam mais remédios e têm menos possibilidade de abrir mão deles, por terem um quadro de saúde mais debilitado. Quando pensamos em classes sociais, os mais pobres sentem mais o impacto. O quadro mais dramático é a pessoa com mais idade ou com problema de saúde com uma renda mais baixa”, afirma Vivian Almeida, economista e professora do Ibmec-RJ (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais do Rio de Janeiro).

Como o reajuste dos medicamentos é contabilizado

O reajuste dos medicamentos conta com variáveis que incluem a inflação – de março de 2021 a fevereiro de 2022, além do fator X, fator Z e fator Y.

 Fator X: analisa a situação de produtividade do ramo farmacêutico;

Fator Y:  analisa o impacto que pode acontecer em produtos não calculados no IPCA;

Fator Z: isso vai ser alterado de acordo com o número de concorrência no mercado. Quanto mais empresas produzem o mesmo medicamento, maior o reajuste. Agora, se um único laboratório fabricar o medicamento, o reajuste será menor.

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Lucy Tamborino

Escrito por

Lucy Tamborino

Jornalista por formação, redatora, revisora e projeto de escritora nas horas vagas. Tendo atuado como repórter nas editorias de Política e Cotidiano e assessoria de imprensa. Atualmente, dedica-se à redação no portal Notícias Concursos, além de ser ghostwriter em outros projetos.

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