O governo federal revelou que os preços do diesel e do querosene de aviação (QAV) poderão ficar mais caros no Brasil. O aumento está previsto devido às medidas de incentivo aos biocombustíveis, lançadas na última quarta-feira (13) pelo governo.
Em resumo, a informação está presente no ofício assinado pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. O documento foi enviado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas ainda precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional.
De acordo com Silveira, o aumento previsto para o óleo diesel B chega a 0,7%. A propósito, o combustível é resultado da mistura do diesel com o biodiesel, visto que é este o combustível vendido nos postos do país. A saber, o aumento previsto se refere a cada ponto percentual da mistura obrigatória.
“Registra-se que o impacto da medida geraria elevação máxima de 0,7% no preço do litro do óleo diesel B [vendido nos postos] para cada ponto percentual de mandato de mistura“, informa o ministro no ofício.
Cabe salientar que a produção do diesel verde e do combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês) ocorre através da transformação de matérias-primas renováveis. Alguns exemplos dos materiais utilizados neste processo são gorduras vegetais ou de origem animal, cana-de-açúcar e resíduos.
Preço do QAV pode subir ainda mais
O documento também revela que o preço do QAV pode subir ainda mais que o do diesel. Em suma, a estimativa indica uma alta de até 4% para cada ponto percentual de redução das emissões. Aliás, o aumento do biodiesel utilizado na mistura obrigatória do combustível tem como principal objetivo reduzir a emissão de gases poluentes na atmosfera.
Assim, com a redução obrigatória de 1%, o preço do QAV poderá subir até 4% no país. Caso essa redução chegue a 2%, o aumento dos valores deverá superar a marca de 4%.
Vale destacar o Ministério de Minas e Energia fez as estimativas se baseando na cotação atual do combustível sustentável no mercado internacional. Contudo, com o passar do tempo, os preços poderão diminuir, até porque, atualmente, os valores estão elevados devido à demanda elevada e à oferta reduzida.
“[Os] volumes não refletem, ainda, os ganhos a serem adquiridos a partir da curva de aprendizado e do aumento da produção esperadas desses combustíveis. Com isso, aguarda-se, em 2027, impacto significativamente menor do que o estimado“, explica Silveira no ofício.

Quando as companhias devem reduzir as emissões
O governo federal estima que haja um aumento progressivo na mistura do biodiesel ao combustível. Isso quer dizer que os preços não deverão subir de maneira imediata no país, mas apenas daqui há alguns anos.



