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Presidente do Nubank afirma que cartão de crédito pode sumir

Por João Vitor Jacintho· 3 min de leitura
Presidente do Nubank afirma que cartão de crédito pode sumir

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Na última segunda-feira (15) Youssef Lahrech, presidente e diretor de operações do Nubank, assumiu o cargo de CEO da empresa. O CEO afirmou que concorda com o presidente do Banco Central, Robeto Campos Neto, sobre a digitalização dos cartões de crédito, fazendo com que os físicos sumam.

“Assim como o streaming de filmes causou no setor de entretenimento efeito parecido que a digitalização dos pagamentos teve entre os bancos. Mudou tudo. Concordo que o cartão de crédito pode sumir, por isso temos diversificado para outras formas de pagamento, inclusive para o Pix, BNPL”, disse o economista do Nubank.

O executivo informa que o aumento das transações via Pix tornou essa tendência ainda maior. “Acho que o Pix afeta primeiro o cartão de débito, depois o de crédito”, afirma. Contudo, Lahrech diz que pode levar alguns anos para chegar a este quadro.

“O cartão de crédito tem outras funções, como compras internacionais, parcelamento. Mas, no fim das contas, o Pix aumentará a fatia no mercado. Estou mais do que feliz com uma possível canibalização do cartão de crédito”, acrescenta.

Por fim, o presidente de operações prevê que a bancarização pode aumentar com o sistema de pagamentos do BC. “O mercado endereçável no Brasil ainda é bastante grande, podemos dobrar ou mais nossa base no Brasil”, informa.

Nubank salta 19,5% na Bolsa de Valores de Nova York

As ações do Nubank fecharam na Bolsa de Valores de Nova York com salto de 19,54%, a US$ 4,71. Isso após a divulgação do balanço do segundo trimestre de 2022, este valor foi maior que o esperado pelo mercado. Alguns pontos do resultado chamaram a atenção dos investidores, no caso do índice de inadimplência.

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Segundo o UBS-BB, o lucro líquido veio em linha com as expectativas, além disso, o balanço da empresa trouxe diversas surpresas positivas. Contudo, um grande destaque negativo para empresa foi o índice de inadimplência de 90 dias, em que não cresceu o esperado para o segundo trimestre. O índice poderia ter vindo maior, caso não houvesse uma estratégia de diminuir a oferta de crédito.

Principal destaque na visão do UBS-BB

Dentre os principais pontos positivos indicados pelos analistas do UBS-BB, tem-se:

  • Crescimento de 10% na base de clientes do 1T22 para o 2T22, o que apresentou taxa de atividade em 80%;
  • Aumento significativo do ARPAC do Nubank (Receita Média Mensal por Cliente Ativo) de 16%, para US$ 7,8;
  • Empréstimos totais cresceram 3% no trimestre, apoiado pelo cartão de crédito (aumento de 5% no trimestre). Por outro lado, os empréstimos pessoais diminuíram 3% no trimestre;
  • A receita de juros cresceu 38%, enquanto as taxas de serviço cresceram 18%; e
  • No top line, o volume de compras cresceu 18% no 2T22, com uma queda na tarifa de intercâmbio de 10bps na comparação trimestral, para 1,1%.

Além disso, a respeito da qualidade dos ativos da empresa, o índice de inadimplência aumentou 60 bps no trimestre, saltando para 4,1%.

O relatório informa que este patamar teria saltado para 120 bps caso o Nubank tivesse mantido a metodologia de baixa. Os analistas informam ainda que, durante a teleconferência com os executivos da fintech, a maioria das perguntas se concentraram no quesito do empréstimo pessoal, tendências de crescimento e a qualidade dos ativos.

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João Vitor Jacintho

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João Vitor Jacintho

Graduando em engenharia química, atua na função de Redator do portal Notícias Concursos na aba de economia, com mais de 2 mil artigos publicados.

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