Nesta segunda-feira (5), o Governo Federal deverá anunciar os detalhes sobre o projeto de barateamento dos carros populares. Antes mesmo do anúncio oficial, alguns pontos já estão claros. Uma das novidades, por exemplo, é que o projeto não vai incluir apenas os carros de pequeno porte, mas também os caminhões e ônibus.
A informação foi confirmada pelo Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) em conversa com jornalistas. O chefe da pasta econômica confirmou que se encontrou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e definiu que o projeto foi repaginado, mas sem deixar de incluir os descontos para a compra dos carros populares.
“São duas pautas. O estímulo a caminhões e ônibus, prioritariamente, e a questão do Desenrola, que vou despachar com ele [Lula]. (…) A gente repaginou o programa, ele ficou mais voltado para transporte coletivo e transporte de carga, mas o carro também está contemplado”, disse Haddad nesta segunda-feira (5).
No final da última semana, membros do Ministério da Fazenda afirmaram que o programa vai ter duração de apenas quatro meses. Trata-se de um período de tempo bem menor do que os empresários do setor estavam esperando. Alguns deles chegaram a afirmar que a medida deveria ter uma duração de um ano completo.
Membros do Ministério também confirmaram que o Governo Federal vai gastar cerca de R$ 500 milhões com o novo projeto. Agora, a expectativa é que o poder executivo explique como vai conseguir tapar o buraco deixado pelo programa. Há, por exemplo, a possibilidade de criação de um novo imposto ou de aumento de alíquota de uma taxação já existente.
As ideias de Alckmin
Hoje, o Governo Federal vai anunciar o quanto o projeto anunciado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) foi alterado pelo Ministério da Fazenda. Na última semana, Alckmin anunciou que vai alterar as alíquotas de impostos para incentivar a compra de automóveis de até R$ 120 mil.
Para tanto, a ideia é reduzir a incidência de impostos como IPI e PIS/Cofins. Com a medida, a projeção de Geraldo Alckmin é de que os descontos deverão ficar entre 1,5% e 10,96% do preço final para os consumidores. Em alguns casos, os carros populares que hoje custam em torno de R$ 68 mil, poderiam se aproximar dos R$ 50 mil.



