Os representantes políticos mundiais têm demonstrado grande instabilidade e preocupação com o processo de distorção de informações que tem tomado conta de muitos países. Nota-se, então, uma forte crise de credibilidade, na qual a certeza cede lugar a dúvidas e até mesmo verdades antes estabelecidas têm passado por questionamento.
Muitas vezes as contestações partem de grupos expressivos que recorrem a manifestações desequilibradas de suas teorias. Nem mesmo a ciência escapa. Com isso, surge um conjunto de perguntas: Há paradigmas científicos que amparem esses posicionamentos? Que consequências essa postura pode ter na realidade social? E como tratar disso na redação?
O que é Pós-Verdade?
A era da pós-verdade é marcada pela indiferença e pela desconsideração dos fatos objetivos. Nesse sentido, entram em destaque as crenças pessoais e as emoções. A opinião tem mais influência que uma informação comprovada e, em consequência disso, a desinformação só cresce. Além disso, a internet tem sido o ambiente amplificador desses boatos e narrativas distorcidas. Desse modo, por meio da internet muitas vezes uma mentira se torna uma “verdade”.
Umas das teorias que emergiram do contexto de confusão entre ficção e verdade é a ideia da Terra plana. Assim, tal ideia ganhou ainda mais força a partir de 2014, por meio das redes sociais. O assunto começou a ser amplamente discutido no Facebook dos EUA até que se tornou um movimento internacional. Os terraplanistas contestam as imagens e informações divulgadas pela Nasa sobre o formato da terra, bem como todos os outros estudos científicos seculares que falam sobre o assunto. Atualmente, existem centenas de grupos on-line que reúnem mais de 100 mil participantes.


