A nova proposta de arcabouço fiscal já foi avalizada pelo presidente Lula (PT), já teve seu desenho apresentado pelo Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), bem como já teve os debates iniciados no mercado financeiro. Agora, só falta um detalhe não menos importante: aprovar o documento no Congresso Nacional.
Quando isto deve acontecer? Esta é uma pergunta cuja resposta ninguém sabe ainda, mas algumas pessoas já possuem determinadas projeções. A Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), por exemplo, parece estar bem otimista. Segundo ela, é provável que o Congresso Nacional aprove o documento ainda no decorrer deste primeiro semestre.
“Acredito que o Congresso aprova até o fim do primeiro semestre. O arcabouço está muito bom”, declarou a ministra. Na projeção de Tebet, a Câmara deve aprovar o documento no mês de maio, e enviar a proposta na sequência para o Senado Federal. O texto do arcabouço ainda não foi oficialmente entregue aos parlamentares.
Tebet revelou que ainda está realizando os últimos ajustes no documento antes de enviar a pauta de volta para o Ministério da Fazenda. Ela indicou ainda que o Governo Federal deverá enviar o texto final e definitivo do arcabouço final ao Congresso Nacional na próxima segunda-feira (17), depois do retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está em viagem pela China.
Sobre a possível queda na taxa de juros, Simone Tebet disse que está animada para que o Banco Central (BC) reduza um pouco o atual patamar de 13,75% ao ano. “Acredito que teremos boas surpresas em junho”, afirmou a Ministra em conversa com jornalistas.
Os dois assuntos podem estar intimamente ligados. Dentro do Governo Federal, há quem aposte que a simples aprovação do novo arcabouço fiscal no Congresso e a redução do ritmo de crescimento da inflação devem fazer com que o Banco Central reduza a taxa de juros no segundo semestre deste ano.



