A reta final para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) se aproxima, e cresce entre estudantes a preocupação com a nota da redação, responsável por uma parte importante do resultado final. Em 2025, a redação Enem segue como etapa decisiva: vale 20% da pontuação.
Com isso, o cuidado com as palavras escolhidas e, principalmente, com as que não devem aparecer no texto se torna ainda mais decisivo para aqueles que buscam uma vaga na universidade.
Muitos participantes ficam inseguros sobre quais termos podem prejudicar a avaliação. Afinal, um deslize pode custar pontos. Evitar esses erros requer preparação, atenção e conhecimento das regras que norteiam o modelo de dissertação argumentativa exigido pelo exame.
Por que a linguagem culta é obrigatória?
O Enem cobra um texto dissertativo-argumentativo em linguagem formal, o que significa utilizar o português padrão, respeitando as normas gramaticais. Palavras do dia a dia, abreviações, regionalismos, gírias e expressões informais comprometem a avaliação. É fundamental transmitir as ideias de forma clara e objetiva, demonstrando domínio do tipo textual solicitado.
Outro ponto importante é a impessoalidade. O participante deve manter distância entre autor e leitor, evitando o uso da 1ª pessoa. Termos como “eu acho” ou “na minha opinião” são inadequados nessa proposta.
Termos proibidos e vícios de linguagem
Algumas palavras e construções gramaticais são eliminatórias ou causam forte penalização na redação do Enem. Veja o que deve ser evitado:
- Gírias: palavras como “mano”, “mó”, “tipo” ou adaptações populares não pertencem ao registro formal.
- Abreviações: “pq”, “tbm”, “vc” e pares semelhantes prejudicam a compreensão e a seriedade do texto.
- Palavrões e expressões ofensivas: qualquer palavra considerada de baixo calão pode zerar sua prova.
- Neologismos não reconhecidos: invenção de palavras, salvo em citações estritamente necessárias e justificadas.
- Estrangeirismos desnecessários: prefira “cachorro-quente” a “hot dog”. Expressões em outros idiomas só quando amplamente difundidas na língua nacional.
- Pleonasmo: cuidado com repetições como “subir para cima”, “entrar dentro”.
- Ambiguidade: frases com duplo sentido dificultam o entendimento.
- Cacófatos e eco: evite construções como “a boca dela” ou repetições sonoras (“comumente, tranquilamente”).

Quais pronomes não usar na redação?
Na redação Enem 2025, o uso dos pronomes deve seguir o padrão impessoal. Não utilize “eu”, “meu”, “minha”, “nós”, “nosso” e variações. Essa orientação ajuda a construir argumentos universais e generalizáveis, evitando o tom pessoal, inadequado para o tipo textual solicitado.



