Parte do mercado tem elogiado a reforma tributária proposta pelo governo, no entanto, algumas empresas que operam na Zona Franca de Manaus (ZFM) têm mostrado preocupação em relação às mudanças. A ZFM foi criada com o objetivo de atrair investimentos para a região Norte do país, de forma que as empresas que se instalaram na região são beneficiadas por incentivos fiscais do governo, incluindo reduções e isenções de impostos.
Com a reforma tributária em debate na Câmara, muitas pessoas têm se perguntado sobre como ficará a ZFM. Apesar dos debates proporem a criação de um fundo de desenvolvimento regional, as empresas desejam que os incentivos fiscais continuem.
Zona Franca de Manaus – ZFM
Com o objetivo de promover o desenvolvimento econômico da Amazônia Ocidental e Amapá, além de garantir a soberania nacional sobre suas fronteiras, o governo brasileiro implementou a Zona Franca de Manaus (ZFM) na década de 60. Esse modelo é considerado a estratégia de desenvolvimento regional mais bem-sucedida do país, abrangendo os Estados da Amazônia Ocidental (Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima) e as cidades de Macapá e Santana, no Amapá.
Hoje a ZFM promove o desenvolvimento econômico aliado à proteção ambiental, melhorando a qualidade de vida das populações locais. Além disso, a autarquia em questão desenvolveu uma série de iniciativas, estudos e projetos com o objetivo de aproveitar a biodiversidade local, a fim de melhorar a qualidade e a competitividade dos produtos regionais.
Segundo informações disponibilizadas pelo governo federal, a ZFM é composta por três polos econômicos distintos: comercial, industrial e agropecuário. O polo comercial obteve grande crescimento até o final dos anos 80, quando o Brasil adotava uma economia fechada.



