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Renda do trabalhador recua 8,8% em um ano, diz IBGE

Por João Vitor Jacintho· 3 min de leitura
Renda do trabalhador recua 8,8% em um ano, diz IBGE

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De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada no dia 31, a renda habitual do trabalhador caiu 8,8% no trimestre encerrado em fevereiro deste ano, na comparação com o mesmo período do ano anterior. A pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), informa que o valor passou de R$ 2.752 em fevereiro de 2021 para R$ 2.511 um ano depois.

Outro dado importante da pesquisa de renda do PNAD Contínua, informa que a taxa de desemprego no país atingiu 11,2% no período. Além disso, o número de desempregados no Brasil já chega a 12 milhões de pessoas.  Mesmo com a taxa de desocupação recuou 3,4 pontos percentuais em 1 ano, o que representa 2,9 milhões de pessoas desempregadas a menos no período.

Tipos de emprego no país

De acordo com a pesquisa divulgada, os empregados com carteira assinada no setor privado aumentaram em 1,1% em relação ao trimestre anterior. Além disso, a mesma fatia chegou a 9,4% na comparação anual (ou seja, com o trimestre encerrado em fevereiro de 2021).

Contudo, o número de empregados sem carteira assinada no setor privado apresentou estabilidade em relação ao trimestre anterior, mesmo tendo uma alta de 18,5% no ano.

Em outro momento, os trabalhadores por conta própria caíram na comparação com o trimestre anterior (-1,9%), mas subiu na comparação anual (8,6%), enquanto a quantidade de trabalhadores domésticos manteve estabilidade na comparação trimestral e subiu 20,8% no ano.

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Já com relação a taxa de informalidade no país, essa foi de 40,2% da população ocupada, ou 38,3 milhões de trabalhadores informais. No trimestre anterior, a taxa havia sido de 40,6% e, no mesmo trimestre do ano anterior, 39,1%.

A renda da população e o desemprego

A pesquisa informa também sobre a população subutilizada, ou seja, os que estão desempregados, aqueles que trabalham menos do que poderiam e as pessoas que poderiam trabalhar mas não procuram emprego. Esta fatia ficou em 27,3 milhões, 6,3% abaixo do trimestre anterior e 17,8% menor do que um ano atrás.

Contudo, a taxa composta de subutilização foi de 23,5%, o valor está abaixo dos 25% do trimestre anterior e dos 29,2% do trimestre encerrado em fevereiro de 2021, o que pode ser considerado uma boa característica para o mercado de trabalho.

A população considerada desalentada, ou seja, aqueles que não procuraram emprego por vários motivos, mas que gostariam de ter um trabalho e estavam disponíveis para trabalhar na semana de referência, chegou a 4,7 milhões de pessoas. Este número manteve-se estável em relação ao trimestre anterior e caiu 20,2% na comparação anual.

O percentual de desalentados na força de trabalho ou desalentadas (4,2%) registrou estabilidade frente ao trimestre anterior e queda ante o trimestre encerrado em fevereiro de 2021 (5,5%), o que pode representar um grande avanço na renda da população. Já a população fora da força de trabalho chegou a 65,3 milhões de pessoas, alta de 0,7% quando comparada com o trimestre anterior e queda de 5% na comparação anual.

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João Vitor Jacintho

Escrito por

João Vitor Jacintho

Graduando em engenharia química, atua na função de Redator do portal Notícias Concursos na aba de economia, com mais de 2 mil artigos publicados.

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