Desde 2016 o Governo Federal tem distribuído parte do lucro do FGTS para a conta dos trabalhadores. O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço se popularizou pelos rendimentos baixos, que durante anos foi menor do que a inflação, o que fazia com que o dinheiro do trabalhador perdesse poder de compra naquele fundo.
Em 2016, o conselho curador do FGTS definiu juntamente à Caixa Econômica Federal, que é a responsável pelo fundo, tomou a decisão de distribuir para todos os cotistas uma parte dos lucros do fundo que anualmente entra na conta dos investidores.
Medida foi tomada para estancar as perdas do FGTS
A medida de passar a distribuir os lucros do FGTS passou a ser uma forma de estancar as perdas do dinheiro depositado, em meio a todas as críticas que o FGTS recebia pela perda da rentabilidade.
A baixa rentabilidade do FGTS já foi motivo de ações no Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal de Federal (STF), estando ainda pendente de julgamento e que dependendo da decisão, poderá acabar em uma dívida bilionária, mais uma na lista do Governo Federal.
Mas através da nova política de distribuição de lucros, o cenário apresentou uma mudança: se considera o valor do lucro que passa a ser depositado todos os anos, fazendo com que desde 2016 o rendimento do FGTS passe a ser um pouco maior do que a inflação. Em 2017 e 2018, anos em que a inflação foi mais baixa, a rentabilidade foi o dobro do índice IPCA.



