Por meio de Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), os partidos Socialista Brasileiro (PSB), a Rede Sustentabilidade e Democrático Trabalhista (PDT), questionam, a revogação da Portaria Normativa 13/2016, pelo ex-ministro da Educação Abraham Weintraub.
A Portaria estabelecia a adoção de políticas de inclusão de negros, pardos, indígenas e pessoas com deficiência nos programas de pós-graduação em universidades e institutos federais. O relator das ADPFs 698, 699 e 700 é o ministro Gilmar Mendes.
A revogação da Portaria Normativa 13/2016 ocorreu com a publicação, no Diário Oficial da União (DOU) de quinta-feira (18/06), da Portaria Normativa 545/2020 do Ministério da Educação (MEC).
Retrocesso social
No entendimento dos partidos, a medida configura flagrante retrocesso na garantia de direitos fundamentais, principalmente no tocante aos princípios da igualdade material, do direito à educação e da vedação ao retrocesso social.
Questionamento mundial
Na ADPF 698, o PSB declara que as ações afirmativas objetivam garantir o pleno desenvolvimento de pessoas que pertencem a grupos discriminados ou excluídos do ponto de vista socioeconômico e étnico-racial.
De acordo com a legenda, é obrigação do Poder Público o desenvolvimento do acesso dessas pessoas aos programas de pós-graduação das instituições públicas de ensino e inaceitável a imposição de barreiras a esse objetivo.
A revogação da portaria sem quaisquer justificativas, para o PSB, “causa espécie, sobretudo diante do atual momento de questionamento mundial sobre os direitos fundamentais da população preta”.
O ministro Gilmar Mendes determinou, na última sexta-feira (19/06) a intimação do advogado-geral da União, para que preste informações em 48h sobre o objeto das ADPF’s.



