A Revolução Cubana é constantemente retratada nas provas de História do ENEM e de vestibulares. Ela precisa ser destrinchada para que você possa responder as questões e acertá-las, claro.
Antes de passarmos pela revolução em si, é interessante entender o processo de independência da ilha de Cuba. Essa localidade se tornou independente da Coroa espanhola no final do século XIX.
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Independência de Cuba
A independência de Cuba veio através da guerra hispano-americana em 1898. Os Estados Unidos acusaram a colônia espanhola de ter afundado um de seus navios.
Os EUA venceram a guerra e aproveitaram para declarar a independência da Ilha de Cuba. Os americanos ocuparam militarmente a ilha e aprovaram a “Emenda Platt” em 1903, além da concessão do território de Guantánamo.
A “Emenda Platt” concedia o direito aos EUA intervir militarmente na Ilha de Cuba. Além disso, restringia as relações comerciais de Cuba com outros países.
Desse modo, as melhores terras da Ilha de Cuba foram destinadas para empresas americanas de agronegócios. E isso teve um forte abalo na sociedade cubana, levando o seu povo à miséria e impedindo o desenvolvimento do país.
É a partir daí que começam a surgir os primeiros movimentos nacionalistas cubanos contra as intervenções americanas.
Movimentos nacionalistas
Os movimentos queriam um presidente no poder que defendesse os interesses do povo cubano e não os interesses americanos.
Em decorrência dos movimentos e do receio dos nacionalistas assumirem o poder, em 1952, o então presidente Fulgêncio Batista declara o golpe e implementa sua ditadura em Cuba.
Como resposta, os militantes, em julho de 1953, liderados por Fidel Castro e seus homens, promoveram o assalto ao quartel de Moncada com o objetivo de roubar armas e fortalecer o movimento armado para derrubar a ditadura.
No entanto, o assalto foi um fracasso, com muitos homens foram presos e mortos. Logo em seguida, Fidel também foi preso e exilado no México.
No México, Fidel Castro funda o movimento “26 de julho” em alusão ao assalto de Moncada e é lá que ele conhece Ernesto Che Guevara.
Juntos então, Fidel e Che, montam o plano para tomar Sierra Maestra. Em 1956, Castro retorna à Cuba com Che Guevara e seu irmão Raúl Castro para organizar o movimento guerrilheiro e derrubar a ditadura de Fulgêncio Batista.



