Conforme o levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico (Dieese), o valor do salário mínimo deveria ser de pelo menos R$ 6 mil. O total estimado como ideal está mais de 5 vezes acima da realidade, já que como publicado no Diário Oficial da União, o salário mínimo de 2022 deve ser de R$ 1.212.
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O Dieese realiza está estimativa com base numa família de quatro pessoas e pensando em direito básicos estabelecidos pela constituição, como alimentação, moradia, educação, entre outros.
O resultado é negativo não apenas para os mais pobres, mas também para economia num todo. Já que um menor salário mínimo pode significar menos dinheiro e menos consumo.
Outro ponto que chama atenção é que por mais um ano o salário mínimo não teve ganho real, mas sim foi reajustado para cobrir apenas a inflação.
“Na prática, isso significa que as pessoas vão viver pior, vão comprar menos mercadorias. Para a economia do país isso também é ruim, porque significa menos consumo”, afirmou o professor de economia da ESPM Leonardo Trevisan, em entrevista para o jornal da Cultura.
Em outros governos, o aumento chegou a impactar de fato a renda do brasileiro. Excluindo o governo Bolsonaro e os anos de 2017 e 2018, o salário mínimo teve aumento real desde 2005. Em 2006, na gestão Lula, foi registrado o melhor aumento com 13,04% além da inflação.
A falta de aumento real, de acordo com o Dieese, funcionaria como uma espécie de freio para economia – confira aqui o que esperar para 2022 economicamente falando.



