Com o início da pandemia de Covid-19, o fechamento das escolas foi necessário para diminuir a disseminação do vírus. Desse modo, a educação seguiu de forma remota, via internet, enquanto os estabelecimentos permaneciam sem atividades.
Por esse motivo, então, muitos alunos de escolas públicas ficaram sem um aporte alimentar, visto que estes se encontram em situações de vulnerabilidade. Além disso, o próprio contexto de pandemia proporcionou uma precarização ainda maior das classes mais baixas. Portanto, a falta de alimentação pelas escolas fez muita diferença para grande parte destes estudantes e suas famílias.
Nesse sentido, alguns governos estaduais decidiram oferecer benefícios emergenciais a este público. Isto é, conceder um auxílio para alunos da rede estadual, com o objetivo de suprir a alimentação que faltava nesse período sem aulas presenciais. Este foi o caso, por exemplo, do estado do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Contudo, agora, com o retorno das aulas, este benefício acabará.
São Paulo suspendeu o auxílio merenda
Depois de um grande período em suspensão, as aulas presenciais em certas cidades de São Paulo retornam. Junto delas, então, também veio a suspensão do auxílio merenda em algumas cidades do estado, quais sejam:
- São Caetano do Sul;
- Barueri;
- Franco da Rocha;
- Francisco Morato;
- Ferraz de Vasconcelos;
- Cotia;
- Mairiporã;
- Carapicuíba;
- Pirapora do Bom Jesus;
- Suzano.
Dentre estas, inclusive, a primeira a iniciar o auxílio merenda dentro da região do ABC paulista foi São Caetano. Assim, o município destinou R$ 90 por mês aos 22 mil alunos da rede. Contudo, recentemente, a prefeitura no município indicou que metade dos estudantes já voltaram às aulas presenciais. O restante, ainda, retornará até setembro.
Portanto, com o auxílio suspenso, a prefeitura indica estar reforçando a merenda dos alunos. Além disso, também pretende iniciar aulas em período integral, com almoço.
Contudo, São Paulo capital, Guarulhos, Jandira, Taboão da Serra, Santa Isabel, Guararema, Itaquaquecetuba, dentre outras, decidiram manter o benefício com os mesmos valores.
No Rio de Janeiro as aulas estão na modalidade híbrida
Por outro lado, na capital carioca, os alunos precisaram retornar presencialmente à escola na última segunda-feira, 02 de agosto. No entanto, as famílias podem escolher que pretendem retornar ao modelo presencial ou permanecer no remoto. Assim, aqueles que permanecem nas aulas virtuais também continuarão recebendo o benefício.
Desse modo, foram 1.542 alunos que retornaram para as aulas presenciais. Anteriormente, estes poderiam receber R$ 54, mensais. Contudo, é importante lembrar que as escolas devem contar com a possibilidade de ensino remoto, para que os alunos e responsáveis tenham a segurança de escolher.
Sobre o assunto, inclusive, o secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro, Renan Ferreirinha, entende que o planejamento poderá atender todos os alunos.
“Temos muita confiança na nossa política alimentar. Todas as crianças vão poder se alimentar na escola. O cartão era uma medida emergencial e temporária. Com todo respaldo do prefeito, estamos voltando com a merenda na escola”, declarou o secretário de Educação do RJ, Renan Ferreirinha.
Além disso, a Secretaria do Estado de Educação (SEEDUC) indica que de todos os 92 municípios do estado, 69 retornaram para as atividades presenciais. Já os demais 23 municípios continuarão com o ensino remoto. Assim, o estabelecimento funcionará apenas para atividades específicas. Por exemplo, para entregar e receber material pedagógico, documentações necessárias, realizar matrículas e entregar kit ou cartão alimentação.



