Desde o início deste ano, o Ministério do Trabalho, liderado por Luiz Marinho, tem abordado a possibilidade de encerrar o saque-aniversário do FGTS. Após discussões sobre essa hipótese, a medida foi reformulada e está prestes a ser submetida ao Congresso Nacional para apreciação.
A Casa Civil recebeu um projeto apresentado pelo Ministério do Trabalho que propõe alterações no saque-aniversário. Essa medida, criada no primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro (PL) em 2019, tem como finalidade possibilitar que os trabalhadores retirem uma porção do seu FGTS anualmente.
Alterações no saque-aniversário do FGTS trazem vantagens
Ao escolher o saque-aniversário, o indivíduo autoriza a Caixa Econômica a retirar uma porção que varia de 5% a 50% do montante total disponível no Fundo. Ademais, há o acréscimo de um valor adicional.
A transferência do montante é feita para a conta do trabalhador no mês do seu aniversário. Como contrapartida, o cidadão renuncia ao direito de receber o saldo integral em caso de demissão sem justa causa.
Quando uma conta é ativada no FGTS, automaticamente adota-se a modalidade de rescisão como método padrão de saque. O montante depositado fica acessível em situações de demissão sem justa causa e pode ser resgatado por completo. Na alternativa de aniversário, o indivíduo opta por receber esse valor de forma parcelada, uma vez por ano.
No cenário atual, caso opte pelo saque-aniversário e posteriormente se arrependa, o indivíduo terá que aguardar dois anos para retornar à modalidade original de resgate na rescisão. Portanto, se for desligado do emprego, não terá acesso direto aos fundos depositados em sua conta, uma regra que tem sido alvo de críticas por parte do atual ministro.
Quais foram as alterações o saque-aniversário?
Inicialmente, o Ministério do Trabalho tinha a intenção de encerrar o saque-aniversário do FGTS e impedir que mais trabalhadores optassem por essa alternativa. De acordo com informações da Caixa Econômica Federal, até agosto deste ano, 32,7 milhões de trabalhadores escolheram o saque anual.
Dentro desse total, a metade (16,9 milhões) utilizou esses valores como garantia para contrair empréstimos. Nesse contexto, o saldo fica retido para quitar a dívida, funcionando de forma similar a um empréstimo consignado, onde, no dia do saque anual, o banco que concedeu o empréstimo recebe o valor em nome do trabalhador.




