Atualmente, 10 milhões de trabalhadores contam com direito ao saque do PIS/Pasep. O benefício é destinado aos cidadãos que exerceram atividade de carteira assinada no século passado, entre 1971 e 1988. São R$23 bilhões disponíveis para resgates.
Antes de mais nada, é importante deixar claro que o saque do PIS/Pasep esquecido por 10 milhões de trabalhadores trata-se das cotas do fundo. O programa é composto por contas em que cada trabalhador possuía um número específico em que as empresas e órgãos públicos depositavam valores referentes a contribuições.
Seja como for, as cotas do fundo PIS/Pasep não têm nenhuma relação com o abono salarial que é pago anualmente aos trabalhadores (ano-base 2019 e 2020).
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Em primeiro lugar, é importante destacar que as cotas do fundo PIS/Pasep são referentes ao trabalho entre os anos de 1971 e 1988. Na época, as empresas e órgãos públicos realizavam, de modo periódico, depósitos em um fundo no nome de cada trabalhador.
Dessa forma, cada trabalhador era dono de uma cota nesse fundo do PIS/Pasep. Todavia, na época, os pagamentos das cotas só eram feitos em situações específicas, como, por exemplo:
- Em caso de aposentadoria;
- Por motivo de doença grave;
- Ou quando o trabalhador completava 70 anos.
No entanto, esse modelo de cotas do fundo PIS/PASEP encerrou no fim de 1988. Na ocasião, o Governo Federal alterou a forma como ocorre o pagamento do PIS/Pasep.
Nesse sentido, muitos beneficiários, desde então, não realizam o saque das cotas do PIS/Pasep, por conta das regras de benefício no século passado, sendo assim, com o passar dos anos a maioria das pessoas acabou esquecendo desse benefício.
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